Blumenau, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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Leitores fiéis sustentam venda de A Tribuna em 572 pontos do Espírito Santo

Bancas de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra relatam a permanência do jornal impresso na rotina dos clientes.

Leitores fiéis sustentam venda de A Tribuna em 572 pontos do Espírito Santo

Clientes que chegam cedo, leitores que mantêm o hábito há anos e filas motivadas por acontecimentos de grande repercussão fazem parte da relação entre A Tribuna e as bancas do Espírito Santo. O jornal completa 88 anos e mantém a venda da edição impressa em 572 pontos, conforme dados do setor de circulação.

Na Banca da Sirlene, em Cariacica, o proprietário Atamir Bonela afirma que os exemplares com resultados de eleições estavam entre os mais procurados. A demanda, segundo ele, era especialmente intensa no passado. Ainda hoje, há clientes que chegam às 6 da manhã para comprar o jornal.

A permanência desse público também aparece na Banca do Japonês, na Praia do Canto, em Vitória. O estabelecimento foi fundado há cerca de 50 anos por Flávio Ishii e atualmente é administrado por seu filho, Gilmar Sinhorelli, e sua neta, Tayná Iyama.

Advogada de formação, Tayná cresceu acompanhando o funcionamento da banca e divide o tempo entre a profissão e o trabalho com a família. Ela afirma que A Tribuna é vendida no local desde que se lembra e que a procura pelo impresso continua, inclusive entre pessoas que preferem o papel mesmo com as tecnologias disponíveis. “Nós temos clientes já tradicionais aqui”, diz.

Para Tayná, a banca também oferece aos clientes a possibilidade de escolher como acessar a informação. O vínculo com o jornal, segundo ela, faz parte do legado deixado pelo avô e mantido pela família.

Histórias ligadas às bancas

No centro de Vila Velha, a Banca do Alemão vende A Tribuna há 54 dos seus 61 anos de existência. O proprietário, José Luiz Torezani, recorda que acompanhou a publicação de acontecimentos marcantes nas capas do jornal.

Entre os episódios citados por ele está a morte de Edmilson Cândido do Rosário, em 1980. Segundo Torezani, o movimento foi suficiente para formar uma fila de pessoas interessadas em comprar a edição. Para o proprietário, a parceria entre a banca e o jornal contribui para a sociedade.

Em Valparaíso, na Serra, a maior procura por A Tribuna na Banca Planeta Diário ocorre aos domingos. A proprietária, Alessandra Rodrigues Davel Ferro, relata que os clientes costumam elogiar os temas publicados nesse dia, geralmente classificados por eles como leves. Ela também atende leitores que compram o jornal todas as manhãs há anos.

As experiências relatadas pelos responsáveis pelos estabelecimentos mostram diferentes motivos para a compra da edição impressa: acompanhar eleições, buscar informação logo cedo, ler os conteúdos de domingo ou preservar um costume construído ao longo do tempo.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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