SANTA CATARINA — O ex-senador e ex-governador catarinense Jorge Konder Bornhausen declarou apoio a Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, e voltou a fazer críticas públicas a nomes de diferentes grupos políticos. Em vídeo publicado na manhã de sábado, ele criticou Lula e Flávio Bolsonaro e afirmou que a eleição é uma “disputa entre duas quadrilhas”.
A gravação foi publicada em conjunto no Instagram pelos perfis oficiais de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, do PSD nacional e do PSD-SP. Na mensagem, Bornhausen também mencionou uma crise moral, fiscal e institucional, além do avanço do crime organizado. Ao justificar o voto em Caiado, disse que o candidato teria condições de promover “mudança e salvação nacional”.
Jantares na Praia Brava
Em Santa Catarina, Bornhausen tem realizado jantares em sua residência na Praia Brava. Empresários que participaram dos encontros relataram críticas ao governador Jorginho Mello, candidato à reeleição pelo PL, partido de Flávio Bolsonaro. As reuniões não foram divulgadas publicamente por Bornhausen ou pelos convidados.
Jorginho Mello é o principal adversário de João Rodrigues, candidato do PSD-SC ao governo. Bornhausen também já teve um conflito com Rodrigues no início deste ano, em um grupo de WhatsApp. A crise quase levou o candidato a desistir da disputa, mas os dois retomaram a relação, e Bornhausen passou a ser visto em agendas de campanha de Rodrigues quando possível.
Relação com o governo estadual
Paulinho Bornhausen, filho de Jorge, ocupa o cargo de secretário executivo de Articulação Internacional de Santa Catarina. Ele foi nomeado por Jorginho Mello em julho de 2024. Na ocasião, o governador citou a experiência de Paulinho e os serviços prestados ao Estado para justificar o convite.
A nomeação também foi acompanhada da expectativa de que aproximasse Bornhausen e Jorginho Mello. A estratégia não produziu esse resultado. Enquanto Jorge manteve as críticas ao governador, Paulinho integrou o secretariado e comentou que os envolvidos ainda poderiam se entender.
Os movimentos recentes de Bornhausen e os encontros na Praia Brava ocorrem antes do primeiro turno da eleição e podem afetar a relação entre o governador e o secretário executivo.








