Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Buscas procuram celulares e registros financeiros em investigação sobre golpes com advogados

Operação do MPES prendeu temporariamente quatro investigados e apura o uso de perfis falsos em contatos pelo WhatsApp.

Buscas procuram celulares e registros financeiros em investigação sobre golpes com advogados

Celulares, computadores, documentos e registros financeiros estão entre os materiais procurados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) na Operação “Bacharéis do Crime”. As buscas foram autorizadas pela Justiça e pretendem ajudar a esclarecer golpes que usavam indevidamente a identidade de advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A ação ocorreu na manhã desta sexta-feira (11) e também levou à prisão temporária de quatro investigados. Três mandados foram cumpridos no município da Serra, enquanto o quarto foi executado em uma unidade prisional da Grande Vitória, onde um detento recebeu um novo mandado de prisão. O caso tramita sob sigilo judicial.

As autoridades procuram definir a participação de cada investigado e verificar se outras pessoas participaram dos crimes. Ao longo da apuração, foram identificadas 42 linhas telefônicas, 13 endereços de e-mail e diversas chaves Pix relacionadas aos suspeitos.

Abordagens por mensagens

De acordo com o MPES, os investigados criavam perfis com nomes, fotografias e imagens de escritórios de advocacia. Os contatos aconteciam principalmente pelo WhatsApp, e os suspeitos se apresentavam como advogados ou funcionários desses escritórios.

As vítimas eram informadas falsamente de que haviam vencido uma ação judicial ou tinham valores a receber. Depois, os criminosos pediam pagamentos de supostas taxas, custas processuais ou despesas administrativas, geralmente por transferências via Pix. A urgência criada nas mensagens buscava fazer com que os valores fossem enviados imediatamente.

A investigação também apontou vínculos familiares e afetivos entre os envolvidos, além do compartilhamento de linhas telefônicas e contas bancárias utilizadas nos golpes.

Falsa campanha para tratamento

Em outro episódio, os suspeitos abriram um perfil em nome de um advogado e usaram, sem autorização, a fotografia do filho dele. A publicação afirmava falsamente que a criança tinha leucemia e pedia doações para um suposto tratamento médico.

O advogado informou ao MPES que o filho nunca teve a doença. O órgão destacou que os advogados citados na investigação são vítimas das fraudes, assim como seus clientes.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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