Carlos Bolsonaro (PL) passou a destacar sua ligação com Santa Catarina na campanha ao Senado depois de não mencionar o estado no primeiro programa eleitoral. Na nova propaganda, exibida nesta segunda-feira (31), o candidato afirmou que não nasceu em Santa Catarina, mas que teria “renascido” no local.
A peça mostrou uma bandeira catarinense ao fundo e citou o estado quatro vezes. Na estreia do horário eleitoral, na sexta-feira (28), Santa Catarina não foi mencionada. O programa mais recente também não apresentou cidades, propostas locais ou compromissos específicos voltados ao cotidiano dos catarinenses.
Parte do discurso já havia aparecido em um vídeo publicado por Carlos em junho. Entre os pontos repetidos estão a afirmação de que escolheu o estado pelo “coração”, a crítica ao que chama de “sistema perverso” de Brasília e a apresentação do sobrenome Bolsonaro como principal credencial para a disputa.
Carlos também declarou que Santa Catarina teria “autoridade moral” para liderar uma mudança nacional e prometeu defender no Senado as pautas do estado. A abordagem, porém, permaneceu concentrada no caráter simbólico da candidatura e na relação com o bolsonarismo.
Reação política e pesquisa
A ausência de referências a Santa Catarina na primeira propaganda provocou reação de adversários. Afrânio Boppré (PSOL), que também concorre ao Senado, afirmou que as cadeiras do estado não deveriam ser entregues a uma família do Rio de Janeiro.
A escolha de Carlos para integrar a chapa do PL catarinense também encontrou resistência entre aliados e contribuiu para o afastamento do senador Esperidião Amin (PP), candidato à reeleição.
Pesquisa Quaest divulgada em agosto apontou disputa aberta pelas duas vagas ao Senado em Santa Catarina. Amin apareceu com 19% na soma dos dois votos possíveis, enquanto Carlos Bolsonaro registrou 16% e Carol de Toni, 12%. O levantamento indicou ainda rejeição de 40% ao filho do ex-presidente.







