Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Brasil

Carlos Bolsonaro contesta influência econômica na campanha de Flávio

Mensagem pública reacende conflito entre a ala ideológica do bolsonarismo e o grupo ligado à formulação econômica da candidatura.

Em disputa por influência, Carlos Bolsonaro critica campanha de Flávio e mira economista aliada
Foto: Adriano Machado/Reuters

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro voltou a registrar uma disputa pública entre setores ideológicos do bolsonarismo e o grupo que ganhou espaço na definição da agenda econômica. Carlos Bolsonaro cobrou do irmão o reconhecimento do peso político de Jair Bolsonaro e criticou pessoas que, na avaliação dele, podem afastar o candidato de sua base.

“Flávio precisa entender que seu crescimento e sua eleição se devem ao seu pai”, escreveu Carlos Bolsonaro. Na mesma mensagem, ele afirmou que quem tentar levar o candidato por outro caminho pode afastá-lo dos apoiadores e deixá-lo dependente depois da eleição.

Embora não tenha citado nomes, a crítica foi associada por interlocutores à atuação de Daniella Marques, conselheira econômica da campanha e ex-presidente da Caixa. Ela passou a participar de atos, transmissões ao vivo, viagens e da elaboração do programa econômico. Setores mais radicais defendem que a economista permaneça em uma função técnica e afirmam que ela ampliou sua atuação política dentro da campanha. Eduardo Bolsonaro também é apontado como contrário à influência de Daniella.

Disputa sobre a economia

Um dos principais conflitos envolve a proposta de redução de gastos. Flávio Bolsonaro prometeu um “tesouraço” caso chegue ao Planalto, enquanto Daniella passou a ser associada internamente à defesa do ajuste fiscal. A ala ideológica teme que a prioridade dada ao tema afaste eleitores que dependem de políticas sociais.

Parte desses grupos também relaciona a política econômica de Paulo Guedes à derrota de Jair Bolsonaro em 2022. A avaliação é que Flávio deveria defender a continuidade de programas sociais e concentrar a campanha em segurança pública, emprego e no legado político do pai.

As diferenças já apareceram em outros temas. Daniella criticou a proposta de terminar com a escala 6×1 e defendeu mais liberdade para ampliar a jornada de trabalho. Ela também atuou na aproximação de Flávio com mulheres e com o mercado financeiro, movimentos recebidos com desconfiança por setores ideológicos da família e da base.

A tensão aumentou no momento em que Flávio passou a apresentar desempenho melhor nas pesquisas e a considerar possível uma vitória. Aliados avaliam que o avanço ampliou a disputa por influência. A ala radical, por sua vez, defende uma campanha centrada em Jair Bolsonaro e nas bandeiras antissistema associadas ao bolsonarismo.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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