A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) apresentou quatro pedidos para transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora de Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Os dois primeiros pedidos foram enviados ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Os outros dois foram encaminhados ao próprio Flávio Dino. Em uma das solicitações, os advogados argumentaram que Mendonça deveria concentrar também a apuração sobre o possível uso de recursos públicos na produção, porque já conduzia outras investigações relacionadas ao filme.
A defesa afirmou que houve uma tentativa de criar uma prevenção para manter o caso com Dino. “Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso”, declarou.
As apurações envolvem repasses de R$ 62,8 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Também são investigados o possível uso de parte do dinheiro para financiar a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora.
Mario Frias e Karina Gama, dona da Go Up, produtora da cinebiografia, foram alvos da ação autorizada por Flávio Dino. A Polícia Federal informou que a operação buscou reunir informações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
A PF também informou ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. A investigação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.







