DISTRITO FEDERAL — O Dia Nacional do Trânsito é celebrado em 25 de setembro, data associada à criação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O código foi regulamentado em 23 de setembro de 1997 e promulgado dois dias depois. A data é usada para reforçar campanhas de conscientização e o respeito às regras de circulação.
Entre janeiro e julho de 2026, o Distrito Federal registrou 124 sinistros fatais, ante 146 no mesmo período do ano passado. Ao longo de 2025, foram 258 ocorrências fatais, conforme o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).
Os principais fatores de risco apontados pelo órgão são falta de atenção ou distração, consumo de álcool e excesso de velocidade. Em 2025, foram registrados 1.994.830 veículos acima do limite permitido. Também houve 278.261 flagrantes por circulação em faixas exclusivas e 222.658 por estacionamento irregular. Entre janeiro e junho deste ano, o excesso de velocidade já havia resultado em 893.950 infrações.
Motociclistas, pedestres e ciclistas
Dos 258 sinistros fatais registrados em 2025, 105 envolveram motocicletas. De janeiro a julho deste ano, foram 50 casos, contra 65 no mesmo período de 2025, uma redução de 23,1%, segundo o Detran-DF.
Alessandro Sorriso, presidente da Associação dos Motoboys Autônomos e Entregadores do Distrito Federal (AMAE-DF), relaciona os riscos à pressão por rapidez nas entregas, à velocidade, às mudanças de faixa e às condições das vias. “Falta educação de ambas as partes”, afirma, ao citar a necessidade de atenção dos motociclistas aos pontos cegos e de respeito dos motoristas ao CTB.
A estudante Ana Luíza Vieira, de 20 anos, relata situações de alta velocidade, mudanças de faixa e desrespeito à sinalização no trajeto entre Ceilândia e o Plano Piloto. Fernanda Brigato, de 21 anos, aponta a falta de faixas de pedestres, as grandes distâncias entre passarelas e a ausência de rampas para pessoas com mobilidade reduzida.
Entre os ciclistas, Eduardo Guimarães, presidente da Associação dos Ciclistas e coordenador de grupo de pedal, cita a falta de ligação entre ciclovias e a descontinuidade da estrutura. Ele considera BR-020, BR-040, BR-070, Eixão, EPTG, Estrutural, EPNB e Parque Contorno vias perigosas.
Vias com mais registros
Em 2025, a DF-001 concentrou 17 sinistros fatais, maior número entre as vias informadas pelo Detran-DF. Na sequência aparecem a BR-020, com 11, e a BR-060, com dez. Os dados são preliminares.
O especialista em mobilidade urbana Paique Santarém, doutor em Arquitetura e Urbanismo, defende que a segurança viária seja analisada também a partir do desenho da cidade, das distâncias percorridas e da infraestrutura para os diferentes meios de transporte.
Entre as medidas citadas por Santarém estão a redução de velocidade, a ampliação e fiscalização das ciclofaixas, melhorias para pedestres e ciclistas e investimentos no transporte coletivo. O DER-DF informa ter investido R$ 1,1 bilhão na melhoria das rodovias distritais entre 2019 e 2025. Desse total, R$ 525 milhões foram destinados à infraestrutura viária, mobilidade, acessibilidade e segurança, e R$ 582,2 milhões à manutenção.








