GOIÂNIA — “Era um esposo dedicado, carinhoso, cuidadoso e amável, extremamente admirável.” A lembrança é de Eillana Lopes sobre Renato da Silva Costa, conhecido como “Galego”, que também era pai de duas filhas pequenas.
Renato foi baleado e morreu ao tentar reagir a um assalto na joalheria onde trabalhava, no fim da tarde da última terça-feira (15), em Goiânia. Ele tinha 31 anos e era natural de Tucuruí, no sudeste do Pará.
Mudança para Goiânia
Renato e Eillana, de 27 anos, deixaram a cidade natal e se mudaram para a capital goiana no início de 2025. Conforme o relato da esposa, os dois planejavam construir uma nova etapa da vida e buscavam melhores condições.
Ela descreveu Renato como uma pessoa humilde, alegre e querida por quem convivia com ele. Segundo Eillana, ele não fazia distinção entre as pessoas, criava vínculos com facilidade e chegou a transformar alguns clientes em amigos.
Além da relação com as filhas, Renato procurava ajudar os familiares sempre que podia. Para a esposa, ele era cuidadoso e carinhoso no convívio em casa.
Trabalho e planos profissionais
Renato atuava no ramo de joalheria e, de acordo com Eillana, era inteligente, talentoso e dedicado. Ele tinha o objetivo de crescer profissionalmente e se esforçava para alcançar os planos que havia traçado.
No início de 2026, começou a trabalhar na Gringo Joias. A convivência com o patrão, segundo a esposa, se tornou uma amizade próxima, que ultrapassava a relação profissional. O proprietário também ajudou Renato a organizar a compra de um carro, embora os pagamentos fossem feitos por ele.
Eillana afirmou que Renato vinha vivendo um período de conquistas e pretendia ampliar o alcance do próprio trabalho. Para ela, a mudança para Goiânia marcava o começo dessa trajetória, interrompida após o assalto.
“Saímos da nossa cidade com o intuito de melhorar de vida, mas, infelizmente, o futuro dele foi interrompido”, lamentou.







