BRASÍLIA — O engenheiro civil e compositor Thawan Alves estava na lancha que explodiu no Lago Paranoá, em Brasília, no último domingo (20). Morador de Goiânia e conhecido artisticamente como Tawanzera, ele publicou vídeos nas redes sociais nesta terça-feira (22) para informar que todos os passageiros sobreviveram ao acidente.
De acordo com o compositor, entre 13 e 14 pessoas estavam na embarcação. Apenas três não sofreram queimaduras, incluindo ele. “Eu não sofri nenhum tipo de arranhão. Foi um milagre mesmo”, afirmou.
A explosão ocorreu no começo do passeio, quando a lancha estava em uma área rasa. Thawan disse que os passageiros ainda não haviam começado a beber e que a embarcação era conduzida por um marinheiro contratado. O estouro aconteceu de maneira repentina, levando as pessoas a deixar a lancha e buscar segurança perto da margem.
Como o local era raso, os passageiros conseguiram chegar à beira do lago. O compositor explicou que os ferimentos foram causados pelas chamas do acidente. Alguns dos ocupantes tiveram queimaduras mais graves e precisaram de atendimento médico.
A médica dermatologista Maíze Oliveira está entre os feridos. Ela realiza atendimentos em Goiânia, Rio Verde e São Paulo e sofreu queimaduras em aproximadamente 50% do corpo.
Contato com familiares
Segundo Thawan, os passageiros perderam os celulares durante a ocorrência e ficaram sem comunicação. A situação atrasou o envio de notícias para familiares e amigos. Ele afirmou que foi um dos primeiros a recuperar o telefone e, por isso, publicou a mensagem para informar que o grupo estava vivo.
O Corpo de Bombeiros combateu o incêndio após a explosão. Registros feitos na área mostram a lancha em chamas, enquanto uma mulher entrou na água para se afastar do fogo.
A Marinha do Brasil iniciou uma investigação para esclarecer como o incêndio e a explosão aconteceram. O laudo sobre as possíveis causas deve ficar pronto em até 90 dias.







