A Federação Francesa de Futebol (FFF) retirou o apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (10) por Philippe Diallo, presidente da entidade, e aprovada por unanimidade pelo comitê executivo francês.
Diallo afirmou que a confiança no dirigente foi quebrada. Segundo ele, a maneira como a França entende a gestão do futebol internacional deixou de corresponder à condução atual da Fifa.
A federação havia apoiado a candidatura de Infantino no fim de junho, quando ele era o único nome declarado. De acordo com Diallo, acontecimentos posteriores mudaram o cenário. Entre eles está a proposta de vender a investidores privados uma participação de 20% nas competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
A ideia foi abandonada em julho. Para Diallo, a proposta foi apresentada sem consulta adequada e sem informações suficientes às federações. O episódio também levantou dúvidas sobre a governança e o processo de tomada de decisões da entidade.
Apoio europeu em mudança
Infantino busca um novo mandato, mas passou a receber críticas de federações europeias após o fracasso da proposta. Inglaterra e Itália estão entre as federações que também retiraram o apoio ao dirigente.
A Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf pediram mudanças na liderança da Fifa e buscam uma alternativa para a eleição. Diallo declarou que a decisão francesa integra um movimento mais amplo dentro da Uefa e além dela.
O presidente da FFF defendeu que as discussões se concentrem na reforma da governança e na formação de uma candidatura capaz de derrotar Infantino. A Uefa, afirmou, terá de definir uma plataforma para o próximo ciclo de liderança e escolher um nome no momento adequado.
Infantino ainda tem o apoio da Conmebol, da América do Sul, e da CAF, da África. A eleição presidencial da Fifa será realizada em 18 de março de 2027, em Rabat. O prazo final para registro das candidaturas termina em 18 de novembro.








