Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

Planos de saúde provocam adesões distintas à greve nos bancos públicos

Caixa tem paralisação nacional, enquanto 27 sindicatos do Banco do Brasil aprovaram greve por tempo indeterminado.

Planos de saúde provocam adesões distintas à greve nos bancos públicos

A divergência sobre o custeio dos planos de saúde levou a adesões diferentes à greve na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. A paralisação começa nesta quinta-feira (10) e será por tempo indeterminado. Na Caixa, o movimento alcança todo o país; no Banco do Brasil, somente parte dos trabalhadores aderiu.

Na Caixa, 93 bases sindicais aprovaram a paralisação. Outras 35 rejeitaram a proposta, mas decidiram manter as negociações. Nas demais bases, o acordo foi aprovado. Os trabalhadores aceitaram retomar as tratativas a partir da noite desta quarta (9).

Custos do plano na Caixa

Atualmente, os bancários pagam 3,5% do salário-base pelo convênio e R$ 480 por mês para cada dependente. Para dependentes com idade entre 24 e 27 anos, a cobrança é de R$ 800. A proposta apresentada pela Caixa previa elevar o percentual para 5,5%, o valor por dependente para R$ 870 e a mensalidade para R$ 1.050 nos casos de dependentes maiores.

Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, afirmou que não houve acordo, especialmente na Caixa. “A principal preocupação é com o Saúde Caixa”, disse a dirigente.

Em nota, a Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades representativas e que as renegociações foram reabertas nesta quarta. O banco declarou que busca um entendimento sobre o acordo coletivo de trabalho, considerando os interesses das partes, a valorização dos empregados, a sustentabilidade da instituição e a continuidade dos serviços.

Votações no Banco do Brasil

No Banco do Brasil, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para manter o plano de saúde até novembro deste ano. Entre eles estão os sindicatos de São Paulo (SP), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Niterói (RJ) e Jundiaí (SP).

A proposta foi rejeitada por 60 sindicatos, que optaram pela retomada das negociações. Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Pernambuco e Florianópolis (SC) estão nesse grupo. Outros 27 sindicatos aprovaram a greve, incluindo os de Belo Horizonte (MG), Bahia, Ceará e Piauí.

O Banco do Brasil informou que participa da mesa única da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e mantém uma mesa específica para as demandas dos funcionários. Para o atendimento, orientou os clientes a usar aplicativo, internet banking, correspondentes bancários, telefone e WhatsApp. Os números informados são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, 0800-7290001, para as demais localidades, e WhatsApp (61 4004-0001).

Reajuste e participação nos lucros

A convenção coletiva de trabalho foi assinada nesta quarta-feira (9). O documento prevê reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil bancários, com aplicação do mesmo percentual sobre vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. Também inclui a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O índice de correção dos salários será divulgado na sexta (11). O cálculo corresponde à inflação medida pelo INPC de setembro de 2025 a agosto de 2026, acrescida de 0,6% de aumento real. A PLR não tem valor fixo: depende do salário do trabalhador e do lucro do banco. O pagamento referente a 2026 será feito até o final de março de 2027, com antecipação ainda neste mês.

Neiva Ribeiro afirmou que foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização. A dirigente também quer discutir questões de saúde mental conforme as regras da NR-1 (Norma Regulamentadora 1).

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5