Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Greve dos Correios será analisada pelo TST na segunda-feira (21)

Julgamento do dissídio coletivo está marcado para as 13h30, enquanto trabalhadores contestam mudanças no plano de saúde e em benefícios.

Greve dos Correios será analisada pelo TST na segunda-feira (21)

A greve dos empregados dos Correios, que já dura mais de uma semana em todo o país, terá seu dissídio coletivo julgado na segunda-feira (21), às 13h30. A principal divergência entre os trabalhadores e a empresa envolve a proposta de mudança no plano de saúde CorreiosSaúde.

Os empregados contestam a intenção dos Correios de deixar a condição de mantenedora e passar à de patrocinadora do plano. Para a categoria, a alteração pode aumentar de maneira abusiva os custos e as mensalidades pagos por funcionários, aposentados e dependentes, além de resultar em perda de direitos trabalhistas.

Reivindicações dos trabalhadores

Os sindicatos recusaram a proposta inicial da direção dos Correios, que previa reajuste de 0,87%. A categoria pede uma recomposição compatível com a inflação acumulada, acompanhada de ganho real, e afirma que a oferta da empresa ficou abaixo do Índice Nacional do Preço ao Consumidor (INPC).

Também estão entre as reivindicações a volta do adicional tradicional de 70% sobre as férias e a retomada do pagamento de 200% pelo repouso ou feriado trabalhado. Os trabalhadores ainda se opõem à extinção de gratificações específicas, como as destinadas a motoristas e por quebra de caixa, além do vale extra de Natal.

Ao analisar a legalidade da paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% do efetivo permaneça em atividade em cada unidade. A decisão levou em conta a essencialidade do serviço e o impacto no período eleitoral de 2026, conforme avaliação do presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho.

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) declarou que a categoria espera uma iniciativa concreta para a retomada das negociações. A entidade criticou a atenção dada pela empresa a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega enquanto o plano de saúde continua sem solução.

Os Correios afirmaram que mantêm os serviços em todo o país e trabalham para reduzir possíveis efeitos da paralisação, cuja adesão é parcial. Entre as medidas citadas estão o deslocamento de empregados administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

A empresa orienta os clientes a consultar o rastreamento das encomendas pelo site ou aplicativo e aguardar a entrega no endereço de destino. Casos específicos podem ser tratados pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, pelo chat ou pelo serviço Fale Conosco no portal www.correios.com.br.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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