VITÓRIA — A educação mudou os planos de estudantes atendidos pelo Instituto Ponte, com trajetórias que incluem mudança de cidade, escolha profissional e ingresso no ensino superior. As histórias foram apresentadas durante a Festança IP, encontro que marcou os 12 anos da organização no Teatro Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
A programação reuniu alunos, familiares, voluntários e parceiros de diferentes estados brasileiros. Com o tema “Next Level: Ascensão Social”, o evento utilizou referências de jogos para representar etapas vividas pelos estudantes, do processo seletivo à chegada à universidade e ao mercado de trabalho.
Estudantes em diferentes etapas
Atualmente, o Instituto Ponte atende 568 alunos de 19 estados brasileiros. Desse total, 166 são universitários, 248 cursam o ensino médio e 154 estão no ensino fundamental. Em 12 anos de atuação, a instituição conectou 718 jovens à educação de qualidade.
Um levantamento do instituto indica que, depois de concluir a graduação, os jovens atendidos passam a receber, em média, sete vezes a renda per capita que suas famílias tinham quando entraram no programa.
Rafaelle da Silva Oliveira, de 15 anos, deixou Chaval, no Ceará, e foi para Fortaleza após ser aprovada no processo seletivo da organização. A estudante tem medalhas em Matemática, Português e História e se prepara para o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). “Quando me falaram sobre o ITA eu me apaixonei e decidi que realmente queria fazer Engenharia”, afirmou.
Lucas Antonio Silva Araújo descobriu o curso que queria fazer depois de chegar ao Instituto Ponte, em 2023. Aos 19 anos, ele cursa o segundo período de Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o estudante, os projetos desenvolvidos no instituto contribuíram para sua oratória e para o trabalho em grupo.
Formação e escolhas profissionais
Luiza Rubim entrou no Instituto Ponte em 2017, ainda no ensino fundamental. Filha de pais que não cursaram o ensino superior, ela tinha 21 anos quando estava no último período de Engenharia da Computação no Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli), em São Paulo. A estudante afirmou que o acompanhamento ajudou no autoconhecimento e no direcionamento da carreira.
Para Bartira Almeida, fundadora e presidente do Instituto Ponte, a convivência permite observar mudanças nas perspectivas dos jovens. “Você conversa com eles e percebe que o sonho ganha outro tamanho”, disse.
Fundado em 2014, o Instituto Ponte é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) criada para conectar potenciais doadores a programas sociais na área da educação. O trabalho é voltado a jovens de famílias de baixa renda.








