Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Investigações atingem aliados de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro

Operações da Polícia Federal citam suspeitas contra políticos e empresários ligados ao grupo bolsonarista no estado.

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência enfrenta novas suspeitas envolvendo integrantes de seu grupo político no Rio de Janeiro. As investigações da Polícia Federal alcançam aliados do senador, entre eles Rodrigo Bacellar, Cláudio Castro, Márcio Poncio e Sóstenes Cavalcante.

Em 2 de julho, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Unha e Carne. A apuração investiga suspeitas de lavagem de dinheiro pela cúpula do jogo do bicho e possíveis conexões do esquema com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Planilhas apreendidas com o bicheiro Adilsinho registraram pagamentos indevidos, doações eleitorais, repasses a agentes políticos e uma contabilidade paralela. Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e ex-governador interino, apareceu nos registros como possível beneficiário. O ex-governador Cláudio Castro também foi citado.

Bacellar, que já estava preso, foi alvo de um novo pedido de prisão. A Polícia Federal o considera um “criminoso de alta periculosidade” e determinou que ele seja encaminhado a um presídio de segurança máxima.

Outras investigações

Márcio Poncio, pastor e empresário do setor de tabaco, também foi preso nesta semana. Ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e envolvimento com esquemas criminosos relacionados à chamada máfia dos cigarros e ao jogo do bicho, atribuídos a Adilsinho.

Outra operação da Polícia Federal, a Galho Fraco II, apura um suposto esquema de desvio de verbas da cota parlamentar por meio do aluguel de veículos. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do partido de Flávio Bolsonaro na Câmara, é investigado no caso.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República afirmam haver “fundamentadas razões” para suspeitar que o deputado tenha usado empresas de fachada para lavar dinheiro desviado de verbas do Congresso.

Em dezembro, a PF apreendeu R$ 468,7 mil em um imóvel de Sóstenes. O dinheiro estava embalado em saco plástico e escondido em um guarda-roupa. O deputado declarou que a quantia vinha da venda de um imóvel em Minas Gerais. Segundo a investigação, porém, a negociação só foi registrada em cartório 11 dias depois da apreensão.

A análise também identificou empresas registradas no mesmo endereço. Algumas não tinham funcionários, apesar de movimentarem recursos elevados. Os saques dessas empresas somaram mais de R$ 15 milhões nos últimos anos.

Na ação da última quarta-feira, 1º de julho, a PF apreendeu aproximadamente R$ 160 mil e 502 dólares em endereços ligados ao deputado. Parte do dinheiro estava escondida em livros falsos.

Sóstenes continua na liderança do PL na Câmara, apesar de a primeira ação da PF contra ele ter ocorrido há sete meses. As investigações e suspeitas envolvendo aliados aumentam a pressão sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que também enfrenta referências à Vaza Flávio, a Michelle, ao Comando Vermelho e a outros episódios citados no ambiente político bolsonarista.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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