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Legacy 650 ligado a Daniel Vorcaro foi usado por Flávio Bolsonaro e Moraes

Jato da Embraer tem 26 metros, autonomia de 6.780 quilômetros e já transportou passageiros em viagens privadas.

Legacy 650 ligado a Daniel Vorcaro foi usado por Flávio Bolsonaro e Moraes
Foto: Divulgação

O Legacy 650 ligado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é um jato executivo de grande porte que já foi usado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A aeronave também transportou familiares de Flávio e a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci.

Fabricado pela Embraer, o modelo tem 26 metros de comprimento e 21 metros de envergadura. O avião alcança até 850 km/h, pode voar a 41 mil pés de altitude e tem autonomia aproximada de 6.780 quilômetros. Essa capacidade permite, por exemplo, um voo entre o Rio de Janeiro e Miami sem escala.

Entre os itens voltados ao conforto estão sistema de redução de ruído, lavabo privativo e espaço amplo para bagagem. A Prime You, empresa que operava o jato, apresentava o Legacy 650 como uma aeronave destinada a elevar o nível de sofisticação dos passageiros.

Viagem de Flávio Bolsonaro

Em janeiro de 2025, Flávio Bolsonaro viajou de Fort Lauderdale, na Flórida, para Brasília com a mulher e as duas filhas. O deslocamento ocorreu na véspera da posse de Donald Trump nos Estados Unidos. O grupo estava acompanhado do advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

A Polícia Federal identificou registros da viagem no celular e na caixa de e-mails do advogado. Naquele período, a Prime You, responsável pela operação do jato e que tinha Vorcaro como um dos sócios, e Willer Tomaz estavam entre os cotistas ligados à aeronave.

Uso por Alexandre de Moraes

O mesmo avião havia sido cedido anteriormente por Vorcaro para viagens de Alexandre de Moraes e Viviane Barci. O uso da aeronave ganhou atenção porque o escritório da advogada mantinha contratos milionários com o Banco Master.

Moraes afirmou que os deslocamentos foram privados e não tiveram relação com decisões tomadas no STF. Flávio disse manter com Willer uma “relação de amizade legítima” e classificou como “mera ilação” qualquer tentativa de apontar irregularidade com base nesse vínculo. O advogado declarou que as viagens tinham “caráter estritamente privado” e negou ser investigado no caso de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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