O pré-candidato ao governo de Santa Catarina Gelson Merisio (PSB) avalia que o estado poderá apresentar um cenário mais aberto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Para ele, o eleitor catarinense estaria menos envolvido emocionalmente com a política e mais disposto a discutir propostas.
A avaliação foi apresentada em entrevista realizada nesta terça-feira (19). Merisio afirmou que o ambiente político mudou desde 2018, quando apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Na visão dele, houve desgaste da direita após governos estadual e federal ligados ao bolsonarismo.
“Em 2018 houve um apaixonamento por uma causa, que se diluiu em 2022. Hoje as pessoas continuam posicionadas, mas não mais apaixonadas pela causa”, declarou. O pré-candidato disse que a conjuntura atual favorece decisões mais racionais e amplia o espaço para o debate sobre propostas.
Críticas ao período após 2018
Ex-presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina entre 2010 e 2012, Merisio também relembrou a eleição estadual de 2018. Naquele pleito, ele disputou o segundo turno contra Carlos Moisés, então comandante dos bombeiros.
Segundo o pré-candidato, a campanha foi marcada por uma concentração de votos em torno do número 17, associado à candidatura de Bolsonaro. Ele também criticou a condução da pandemia de Covid-19 e afirmou que Santa Catarina perdeu oportunidades mesmo com o aumento da arrecadação nos últimos anos.
Merisio declarou que o crescimento das receitas estaduais não foi acompanhado, na mesma proporção, por investimentos estruturais. Entre os problemas citados estão a infraestrutura rodoviária, o sistema prisional, a saúde pública e a valorização salarial dos professores.
Relação com Lula
Merisio afirmou ainda que construiu uma aproximação pessoal e política com Lula depois das eleições de 2022. “Espero que Santa Catarina possa ser mais generosa com o presidente Lula em 2026”, disse.
Apesar da defesa de maior diálogo com o governo federal, ele declarou respeitar o perfil conservador do eleitor catarinense e qualquer decisão da maioria.







