O Ministério Público Eleitoral arquivou o procedimento que questionava a transferência do domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina. A decisão foi comentada pelo pré-candidato ao Senado nesta quinta-feira (16), em vídeo publicado nas redes sociais.
Carlos afirmou que o promotor responsável determinou o arquivamento e disse que a denúncia não havia tirado seu sono. Na manifestação, também atribuiu o questionamento ao receio diante da atuação da direita e do sobrenome Bolsonaro no estado.
Disputa política
Ao defender sua permanência na corrida eleitoral, Carlos Bolsonaro se apresentou como “catarinense por adoção” e associou o projeto ao grupo do governador Jorginho Mello. Ele declarou que já esperava ataques ao trocar o Rio de Janeiro por Santa Catarina.
O político afirmou ainda que caberá ao eleitorado catarinense avaliar sua mudança nas urnas no primeiro turno das eleições, marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro.
O arquivamento encerra o procedimento sobre a regularidade da transferência, mas não resolve a contestação política à candidatura de um nome cuja trajetória foi construída no Rio de Janeiro. Carlos concentrou sua resposta na validade jurídica da mudança e na força eleitoral de sua família.
Eduardo Bolsonaro compartilhou a publicação do irmão e defendeu a candidatura. Para responder à acusação de que Carlos seria um forasteiro, lembrou que ele tomou posse como vereador do Rio de Janeiro em 1º de janeiro de 2001, aos 18 anos, quando também havia questionamentos sobre sua candidatura.
A transferência do domicílio e a tentativa de levar Carlos ao Senado provocaram resistência entre integrantes da direita catarinense. Lideranças locais se opuseram à candidatura, enquanto integrantes da família Bolsonaro passaram a tratar a vaga como parte do patrimônio político do grupo.
Ao final do vídeo, Carlos repetiu o lema “Deus, pátria, família e liberdade” e voltou a atribuir as críticas à “esquerda e ao sistema”. O arquivamento afasta, nesse procedimento, a suspeita de irregularidade eleitoral, sem encerrar a disputa política sobre sua presença na eleição por Santa Catarina.







