DISTRITO FEDERAL — Uma vítima de Taguatinga transferiu R$ 101,5 mil após negociar veículos e outros bens com um criminoso que se passou por seu cunhado. O caso levou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a iniciar, em abril, uma investigação que resultou na Operação Alter Ego, deflagrada nesta segunda-feira (28).
A vítima, que trabalha com compra e venda de veículos, recebeu pelo aplicativo de mensagens uma oferta de um Corolla, uma lancha, dois freezers e uma moto aquática. Os itens teriam pertencido a um amigo que estaria se separando. Após acreditar na negociação, ela fez as transferências.
Medidas contra investigados
Coordenada pela 17ª Delegacia de Polícia, a operação cumpre cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas para bloquear e sequestrar valores relacionados aos crimes investigados. A ação tem apoio das Polícias Civis de Mato Grosso e do Paraná, com medidas contra investigados em Várzea Grande (MT) e Ponta Grossa (PR).
A PCDF identificou cinco suspeitos que usariam técnicas de engenharia social e pesquisas em redes sociais para encontrar interessados na compra de veículos e lanchas. As apurações indicam ainda o uso de contas de terceiros para receber e movimentar o dinheiro obtido nos golpes.
O Laboratório de Lavagem de Capitais da corporação apontou movimentações de aproximadamente R$ 200 mil nas contas associadas ao esquema. A investigação encontrou indícios de outras vítimas e de ocorrências semelhantes em diferentes estados. Os investigados poderão responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.







