DISTRITO FEDERAL — A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou nesta quinta-feira (11/9) uma operação para desarticular uma organização suspeita de praticar agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins. A investigação foi ampliada depois da morte, em março de 2025, de um comerciante de 68 anos conhecido na Feira dos Goianos, em Taguatinga.
Conforme a PCDF, o homem enfrentava cobranças com juros de até 20% ao mês. Ele era semianalfabeto e recorria ao celular e às contas bancárias de parentes para negociar pagamentos e tentar preservar o comércio. Depois da morte, a filha teria recebido mensagens e ameaças para assumir as dívidas atribuídas ao pai.
Mandados e bloqueio de bens
Os investigadores apontaram a atuação de dois grupos nas cobranças. Um deles, composto por cidadãos colombianos, já tinha sido alvo de uma operação. A ação desta quinta-feira, coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), foi direcionada ao grupo formado por brasileiros, que teria ramificações em três unidades da Federação e mecanismos para intimidar vítimas.
A Justiça autorizou 12 prisões preventivas e buscas em Palmas e Araguaína, no Tocantins, e em Formoso, Goiânia e Senador Canedo, em Goiás. As decisões também preveem o bloqueio de até R$ 10 milhões e o sequestro de bens dos investigados.
A PCDF informou que os suspeitos foram indiciados individualmente pelos crimes de usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação no curso do processo.







