APARECIDA DE GOIÂNIA — Um vídeo publicado pelo padre Luiz Augusto, da Paróquia Santa Teresinha, provocou críticas de internautas por mostrar o religioso segurando um cachorro pela coleira em uma propriedade rural. A gravação, publicada na terça-feira (15), ultrapassou 30 mil visualizações.
A cena levou usuários a questionar se a forma de contenção poderia causar dor ao animal. Nos comentários, seguidores disseram que o cachorro estaria sendo machucado e pediram que o padre adotasse outra maneira de controlar o comportamento dele.
Explicação sobre o animal
Durante a gravação, Luiz Augusto afirmou que o cachorro corre atrás das galinhas da propriedade e já matou algumas. O padre disse que, por esse motivo, é necessário estabelecer limites. “Nessa missão de cada dia, tem cachorro para cuidar também, e de vez em quando ele mata as galinhas. Eu fico bravo com ele”, declarou.
O religioso também diferenciou a rotina de um cão criado em uma residência urbana daquela vivida por um animal mantido em uma propriedade rural. Segundo ele, nesse ambiente, os cuidados são diferentes e é preciso impedir novos ataques às galinhas.
Na legenda, Luiz Augusto escreveu que o cuidado com os animais integra sua rotina. Ele afirmou que apreciar a criação de Deus também envolve lidar com situações como a perseguição às galinhas.
Procurado para comentar as críticas, o padre disse que o cachorro se chama Branquinho e foi encontrado abandonado ainda filhote em janeiro deste ano. Como não surgiu um adotante, o animal permaneceu com ele. Luiz Augusto afirmou que Branquinho é amado e recebe cuidados.
O padre negou que tenha maltratado o cachorro e declarou que apenas o segurou pela coleira enquanto ele se aproximava. “O cuidado e o respeito pelos animais fazem parte da minha vida e da minha missão”, afirmou.
Entre as reações, internautas questionaram a pressão exercida sobre o pescoço do animal, mencionaram possíveis sinais de dor e defenderam que a correção fosse feita sem machucá-lo. Também houve comentário sugerindo que o cachorro poderia estar passando fome.







