Alexandre Pires e o empresário Matheus Possebon foram alvo de mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Disco de Ouro, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro, praticar falsidade ideológica e comercializar cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A Justiça Federal autorizou 12 mandados de busca e apreensão e 17 medidas de sequestro de bens e valores. A ação ocorreu em 23 de setembro de 2026 e dá continuidade à primeira etapa da investigação, realizada em dezembro de 2023, quando Pires e Possebon também foram alvos da PF.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria movimentado e ocultado recursos superiores a US$ 48 milhões. As operações envolveriam empresas brasileiras e estrangeiras, transações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação. Pessoas físicas e jurídicas também teriam sido utilizadas para dividir os valores e dificultar o rastreamento.
Investigação sobre a cassiterita
A apuração trata da cadeia de comercialização e exportação do minério, além do uso de documentos falsos para dar aparência regular a determinadas operações. A cassiterita é uma rocha bruta que pode ser transformada em pó concentrado e utilizada na extração de estanho.
A investigação começou após a PF apreender, em janeiro de 2022, quase 30 toneladas de cassiterita extraída ilegalmente na sede de uma das empresas investigadas. O carregamento seria enviado ao exterior.
Possebon é suspeito de financiar o garimpo e, segundo a Polícia Federal, de integrar o núcleo financeiro dos crimes. Os investigados poderão responder por lavagem de capitais, organização criminosa e falsidade ideológica.
Pires ganhou notoriedade no início dos anos 1990 com o grupo Só Pra Contrariar. Dez anos depois, iniciou carreira solo e, conforme as informações disponíveis, vendeu mais de 18 milhões de discos.







