ANÁPOLIS — A Polícia Civil investiga uma possível fraude no sistema de medição de energia de uma propriedade rural em Anápolis ligada ao empresário e ex-vereador de Aparecida de Goiânia William Ludovico. Ele foi preso nesta quinta-feira (24), em Aparecida de Goiânia, e deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (25).
A apuração começou após a Equatorial identificar indícios de que o imóvel consumia energia sem que o uso fosse registrado pelo medidor. Agentes da Delegacia de Hidrolândia e do Grupo de Investigações Criminais de Aparecida de Goiânia (Geic) foram até a propriedade acompanhados de representantes da empresa e da Polícia Científica.
Cadastro em nome do caseiro
Durante a inspeção, a equipe verificou o padrão de energia e o equipamento de medição. A unidade consumidora estava cadastrada em nome do caseiro, que declarou morar e trabalhar na fazenda há aproximadamente 11 anos.
De acordo com a Polícia Civil, o funcionário afirmou que Ludovico é o atual proprietário do imóvel e que o ex-vereador era responsável pelo pagamento das contas de energia. Comprovantes destinados à concessionária também foram apresentados e serão analisados durante a investigação.
Após reunir essas informações, uma equipe da Delegacia de Hidrolândia localizou Ludovico no escritório de um supermercado, em Aparecida de Goiânia. Segundo a corporação, ele confirmou ser dono da fazenda e disse que a conta de energia estava registrada em nome do caseiro. O empresário foi levado à delegacia.
Investigação sobre o consumo
A Polícia Civil ainda vai analisar pericialmente o sistema de medição, identificar como a fraude teria sido realizada, estimar por quanto tempo a irregularidade ocorreu e calcular a quantidade de energia eventualmente consumida sem registro e o prejuízo correspondente.
Essa é a segunda prisão de Ludovico por suspeita do mesmo crime. Em fevereiro de 2026, ele havia sido detido sob suspeita de fraude para beneficiar um supermercado de sua propriedade em Aparecida de Goiânia.
Ludovico também foi condenado em um processo de improbidade administrativa relacionado a um esquema de funcionário fantasma na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia. O Ministério Público informou que oito pessoas foram condenadas no caso, relacionado ao desvio de R$ 25 mil dos cofres públicos entre 2008 e 2009. William foi apontado como principal articulador.
A defesa do ex-vereador foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação das informações.







