Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Queiroz reaparece ao lado de Flávio Bolsonaro em ato na praia de Copacabana

Ex-assessor do senador participou do lançamento da campanha presidencial e trouxe de volta a discussão sobre o caso das rachadinhas.

Queiroz abraça Flávio Bolsonaro em ato flopado em Copacabana e ressuscita escândalo das rachadinhas
Foto: Redes Sociais

O ex-operador, que hoje exerce a função de subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema, vinha indicando que desejava participar da campanha do antigo chefe.

O lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), realizado em 16 de agosto, na praia de Copacabana, teve a presença de uma figura que parecia estar arquivada entre os antigos problemas da família: Fabrício Queiroz. Ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Queiroz surgiu abraçado ao senador durante o ato e fez questão de publicar o reencontro nas redes sociais.

A legenda escolhida para a imagem foi breve e enigmática somente para quem não acompanhou a política brasileira nos últimos anos: “22 BR”. Para os demais, a fotografia não precisava de muitas explicações. Tratava-se do retorno de um dos nomes mais ligados ao antigo escândalo das chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio.

Queiroz, que hoje ocupa o posto de subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema (RJ), já vinha sinalizando a intenção de participar da campanha do ex-chefe. Em Copacabana, decidiu não só comparecer, mas também posar para a foto. Afinal, se uma campanha presidencial pode começar falando em mudança, aparentemente também pode ter início com o reencontro de velhos conhecidos.

Abraço novo, problema antigo

A fotografia rapidamente colocou Queiroz novamente no centro do debate político. O ex-assessor foi apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como personagem central do esquema investigado no antigo gabinete de Flávio na Alerj.

Em 2020, o MP-RJ denunciou Flávio e Queiroz por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme a acusação, caberia a Queiroz recolher parte dos salários dos servidores do gabinete.

O caso, porém, não chegou a ter uma avaliação definitiva sobre o mérito das acusações. Decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) anularam provas consideradas essenciais para a investigação, e o processo terminou arquivado. Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz sempre negaram a existência de irregularidades.

Dessa forma, anos depois, um abraço em Copacabana foi suficiente para recolocar a história no noticiário — sem operação policial, entrevista coletiva ou nova investigação. Uma fotografia cumpriu esse papel.

Clima de déjà vu

O ato que marcou o começo da campanha de Flávio também ficou distante de repetir a dimensão das manifestações anteriormente lideradas por Jair Bolsonaro na orla de Copacabana. A mobilização foi classificada por veículos de imprensa e adversários como flopada ou inferior às expectativas.

Flávio fez críticas à política de segurança pública do governo federal, defendeu o pai, que cumpre prisão domiciliar, e prometeu reduzir os gastos públicos.

Enquanto o candidato falava sobre o futuro do país, entretanto, a imagem ao lado de Queiroz remetia a outro tema: o passado.

Era como se a campanha tivesse optado por exibir, já na estreia, um conjunto completo de nostalgia política. Bandeiras, discursos, defesa de Jair Bolsonaro e, para concluir o quadro, uma pessoa identificada justamente com um dos episódios mais incômodos da trajetória política de Flávio.

Queiroz ficou conhecido nacionalmente depois que foram reveladas movimentações financeiras consideradas atípicas em sua conta pelo então Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O caso avançou para a investigação sobre a existência de um esquema de desvio dos salários de funcionários do gabinete de Flávio na Alerj.

A partir daí, seu nome se transformou em uma espécie de palavra-chave involuntária sempre que o assunto envolve o passado político do senador.

Agora, ao voltar a aparecer abraçado ao antigo chefe justamente no lançamento da candidatura presidencial, Queiroz contribuiu para criar uma cena difícil de desconsiderar.

Em vez de procurar manter o passado distante, a campanha começou levando-o para a areia de Copacabana — literalmente ao lado do candidato.

O abraço, ao menos, deixou uma certeza: para quem esperava uma campanha totalmente voltada ao futuro, o primeiro ato chegou acompanhado de uma dose significativa de lembranças.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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