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Relatório aponta presos com chaves de celas e falhas de segurança em Alcaçuz

Documento da direção relata falta de policiais penais, câmeras inoperantes e riscos de fugas na penitenciária.

Relatório aponta presos com chaves de celas e falhas de segurança em Alcaçuz

Um relatório da direção da Penitenciária Estadual de Alcaçuz aponta que presos que trabalham na unidade, chamados de “presos pagadores”, recebem chaves de celas para trancar outros internos. A prática é atribuída à falta de policiais penais e foi classificada como alarmante no documento referente a agosto de 2026.

O relatório é assinado pela direção, pela vice-direção e pelas chefias de Segurança e Disciplina da penitenciária. O documento registra efetivo abaixo do mínimo, postos de vigilância desativados, falhas no videomonitoramento e indícios de preparação ou tentativa de fuga.

Falhas no efetivo e na vigilância

Em um dos setores, o plantão começou com apenas um policial penal e depois passou a contar com dois. Em outro registro, a proporção indicada foi de um agente para cada 315 presos. O relatório compara esse número ao parâmetro de um policial penal para cada cinco detentos e afirma que a carga de custódia chega a ser 63 vezes superior à referência.

Uma queda de energia também deixou as câmeras de videomonitoramento inoperantes por várias horas. O documento relata ainda que dezenas de equipamentos da muralha e das áreas externas ficaram sujos, embaçados, sem foco ou offline durante dias. A administração avaliou que a combinação entre efetivo reduzido e falhas nas câmeras aumentou os riscos de perda de controle, rebeliões e fugas.

Problemas estruturais impediram a ocupação regular de postos de vigilância externa. Rondas motorizadas foram adotadas como alternativa, mas deixaram de ocorrer na maior parte dos dias por causa da falta de servidores.

Cerca de 90 presos que exercem atividades laborais deixam os pavilhões diariamente para trabalhar em oficinas de esquadrias, costura, produção de tijolos de calçamento e reciclagem. Conforme o relatório, a falta de vigilância no local representa alto risco de fuga.

Fugas e resposta da secretaria

O documento registra abertura no teto de uma cela, cordas artesanais, danos na alvenaria e um caso em que um preso tentou transpor uma estrutura de segurança. Também foram relatados episódios de desobediência, ameaça à ordem interna e negociação de substâncias ilícitas entre internos.

Desde maio, 17 presos escaparam de unidades do Complexo Penal de Alcaçuz: cinco da Penitenciária de Alcaçuz em 2 de maio, 11 do Presídio Rogério Coutinho Madruga em 31 de julho e um de Alcaçuz em 8 de setembro.

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária informou que não comenta questões relacionadas à segurança das unidades. A Seap afirmou, porém, que a Penitenciária Estadual de Alcaçuz se mantém sob controle, com segurança e disciplina.

A unidade foi incluída na Operação MUTE, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, com uma revista estrutural. Durante a ação, não foram encontrados celulares ou outros aparelhos de comunicação no presídio.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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