Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

Renan Santos critica Flávio Bolsonaro e rejeita apoio no segundo turno

Candidato do Missão também questionou decisões de ministros do STF, defendeu a pena de morte e criticou adversários eleitorais.

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) descartou apoiar qualquer adversário em um eventual segundo turno e criticou Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de ladrão. Durante sabatina, ele também afirmou que o eleitor brasileiro está anestesiado diante da quantidade de informações e escândalos relacionados à crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Renan declarou que Lula é quem mais se prejudica com o episódio envolvendo o STF. Na avaliação do candidato, Flávio Bolsonaro e Lula utilizam suas bases políticas para chegar ao segundo turno e evitam debates ou sabatinas.

A última pesquisa Datafolha divulgada no início do mês apontou Renan com 3% das intenções de voto. Lula apareceu com 38%, Flávio Bolsonaro com 33%, Augusto Cury com 8% e Caiado com 4%.

Críticas a Flávio Bolsonaro e ao STF

Renan negou ter características semelhantes às de Flávio Bolsonaro e afirmou que não há possibilidade de diálogo com o bolsonarismo. Também disse que o grupo político ligado ao ex-presidente exige submissão, assim como o PT.

Sobre um eventual governo, o candidato afirmou que não consideraria aceitáveis decisões de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Segundo Renan, os dois ministros não teriam legitimidade para ocupar o STF.

As declarações ocorreram em meio à crise envolvendo o tribunal. Investigações citadas no debate apontam supostas ligações dos ministros com Daniel Vorcaro. Mensagens encontradas pela Polícia Federal entre Moraes e o dono do extinto Banco Master se tornaram públicas na semana passada. A relação de Toffoli com um fundo ligado ao banco também foi mencionada. O fundo era sócio do resort Tayayá, ligado à família do ministro.

Acusações contra Augusto Cury

Renan afirmou não acreditar que o crescimento de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas seja orgânico. O candidato acusou o adversário de utilizar ferramentas de compra de influenciadores para criar uma bolha de público e disse que esse efeito já teria terminado.

Ele também criticou uma norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, em sua avaliação, impede o funcionamento dos algoritmos durante as eleições. Renan disse que levantamentos internos indicariam vantagem sobre os governadores Caiado e Zema e uma redução da diferença em relação a Cury.

Pena de morte e segurança pública

O candidato do Missão declarou ser favorável à pena de morte, mas afirmou que não colocaria a medida em vigor durante um primeiro mandato. Para ele, a implementação exigiria uma nova Constituição e não seria possível nos quatro anos de governo.

Em seu plano de governo, Renan defende prisão perpétua, aumento de penas e outras medidas. Em entrevistas anteriores, também afirmou que a polícia deve atirar para matar e elogiou a política de segurança pública do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Ao tratar do feminicídio, Renan criticou a falta de atenção, segundo ele, para assassinatos de homens negros, crianças e adolescentes. Ele afirmou que o Estado deve combater todos os tipos de violência e também criticou o movimento feminista brasileiro por sua ligação com determinado grupo político.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5