Blumenau, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

Robson Calixto foi condenado por organização criminosa ligada ao caso Marielle

Ex-assessor de Domingos Brazão, conhecido como Peixe, intermediou pedido de emenda de R$ 199.999,79 ao gabinete de Flávio Bolsonaro.

Quem é Robson Calixto, o miliciano que cobrou emenda de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2026, por integrar uma organização criminosa armada ligada aos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. Ex-assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), ele também apareceu como intermediário de um pedido de emenda parlamentar encaminhado ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A verba solicitada, de R$ 199.999,79, foi negociada entre outubro e novembro de 2023. O recurso seria destinado a um projeto esportivo de futebol infantil ligado à entidade Ifop, na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro, área de influência dos irmãos Brazão.

Atuação no caso Marielle

A Polícia Federal apontou Calixto como um dos principais interlocutores dos irmãos Brazão. Conforme a delação premiada de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Calixto teria feito a apresentação entre Lessa e os mandantes do crime e providenciado a submetralhadora HK MP5 usada no assassinato da vereadora e do motorista, ocorrido em março de 2018.

Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Peixe era homem de confiança dos Brazão e transmitia ordens, além de assegurar a lealdade de integrantes ligados à milícia. A investigação também o identificou como intermediário entre os irmãos e outros executores.

Pedido de emenda

Enquanto as investigações sobre o caso Marielle estavam em andamento, em 2023, Calixto procurou Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado Federal. O contato da assessora estava salvo no celular apreendido pela Polícia Federal como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a emenda foi executada dentro da legalidade. De acordo com a nota, a entidade beneficiária apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores que não foram utilizados. A defesa também declarou que a responsabilidade pela aplicação dos recursos era da entidade, e não do parlamentar.

Uma emenda parlamentar permite que senadores e deputados federais indiquem recursos do orçamento da União para projetos e obras em suas bases eleitorais. A verba pode ser direcionada a áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e cultura.

Pelo envolvimento na estrutura criminosa, Robson Calixto foi denunciado e condenado pelo STF por organização criminosa armada.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5