MINAS GERAIS E ESPÍRITO SANTO — A Samarco conduz ações de restauração ambiental, monitoramento da biodiversidade e educação ambiental em áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo. A estratégia acompanha o plano de retomada operacional da empresa, que prevê alcançar 100% da capacidade produtiva instalada a partir de 2028.
Entre os compromissos assumidos pela Samarco está a execução de ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal em 2024. A empresa deve restaurar 50 mil hectares de florestas e recuperar 5 mil nascentes. Até agosto de 2026, mais de 47 mil hectares e 4,6 mil nascentes já tinham sido cercados para o processo de restauração.
O trabalho inclui coleta de sementes de espécies nativas da Mata Atlântica, produção de mudas, cercamento, plantio e acompanhamento técnico. As intervenções são realizadas em cerca de 3 mil propriedades rurais particulares, com autorização e parceria direta dos produtores. O foco está na recomposição de Áreas de Preservação Permanente, como margens de rios, nascentes e encostas.
A recuperação da vegetação também movimenta serviços florestais, manejo de campo, viveiros e coleta de sementes. A proposta combina conservação ambiental e geração de renda regional, além de buscar aumentar a disponibilidade hídrica na Bacia do Rio Doce.
Monitoramento e participação comunitária
A Samarco mantém programas permanentes para acompanhar a fauna terrestre, aquática e marinha. Também são avaliados indicadores de qualidade da água, sedimentos, ruídos, vibrações e condições atmosféricas. Os dados são utilizados na gestão ambiental e na análise dos resultados das ações de recuperação.
Na Bacia do Rio Doce, o Programa de Monitoramento Quali-Quantitativo Sistemático de Água e Sedimentos acompanha continuamente a qualidade da água e dos sedimentos. As informações são públicas e servem de base para análises técnicas e para o acompanhamento das condições ambientais da região.
João Batista Soares, gerente-geral de meio ambiente da Samarco, afirmou que a recuperação ambiental depende de planejamento de longo prazo e articulação entre diferentes participantes. Para ele, “A recuperação de ecossistemas é um processo contínuo, que depende de acompanhamento técnico, participação social e construção de parcerias.”
A frente de educação ambiental realizou 314 ações em 29 municípios entre janeiro e agosto de 2026. As atividades abordaram uso consciente da água, reciclagem, prevenção de incêndios florestais e economia circular, com participação de estudantes, educadores, moradores e empregados.
Durante as atividades do Dia Mundial da Água, mais de duas mil pessoas participaram de ações em escolas, instituições de ensino e espaços comunitários. Em Camargos, distrito de Mariana (MG), o Projeto Tapé apoiou a implantação de trilhas para esporte, lazer e turismo de natureza, com o objetivo de valorizar os atrativos ambientais e ampliar oportunidades ligadas à atividade turística e à circulação de visitantes.








