DISTRITO FEDERAL — O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) aceitou, nesta quinta-feira, 24 de setembro, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral contra o deputado distrital e candidato à reeleição Roosevelt Vilela (PL). Ele responderá a acusações de corrupção eleitoral, coação e falsidade ideológica eleitoral relacionadas às eleições de 2018.
A denúncia foi apresentada pela 11ª Promotoria de Justiça Eleitoral. Conforme a acusação, entre abril e outubro de 2018, Roosevelt teria usado a influência mantida após deixar o cargo de administrador do Núcleo Bandeirante para transformar cargos em comissão em mecanismo de apoio à candidatura. As nomeações envolveriam as administrações do Núcleo Bandeirante, do Park Way e da Candangolândia.
O Ministério Público Eleitoral afirma que pessoas nomeadas ou mantidas nos cargos deveriam declarar apoio ao candidato, votar nele, participar da campanha e buscar eleitores entre familiares, amigos e conhecidos. A acusação também aponta a exigência de fichas com cerca de 100 nomes, dados pessoais e informações destinadas a permitir o acompanhamento posterior da intenção de voto.
Acusações sobre servidores
A relação entre as nomeações e a campanha teria sido registrada em atos publicados no Diário Oficial do Distrito Federal. Os documentos mencionados na denúncia registrariam nomeações e movimentações funcionais de pessoas apontadas como participantes das atividades eleitorais.
Ainda segundo o Ministério Público Eleitoral, a maioria dos servidores faria parte de forma permanente da estrutura operacional da campanha, com funções específicas e contínuas. Parte dessas atividades teria sido realizada durante o horário de expediente, com remuneração paga pelos cofres públicos.








