Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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UTIs públicas de Santa Catarina operam com mais de 92% de ocupação

Estado tem 1.301 leitos ativos, dos quais 1.201 estão ocupados; regiões registram lotação total em unidades adultas, pediátricas e neonatais.

Crise na saúde em SC tem cenário caótico com UTIs lotadas, filas de espera e cirurgias canceladas

Santa Catarina tem 1.301 leitos ativos de UTI nas redes adulta, pediátrica e neonatal. Desse total, 1.201 estão ocupados e 100 permanecem disponíveis, o que corresponde a uma taxa superior a 92%, conforme o painel do governo do Estado.

O indicador pode estar abaixo da ocupação real porque há rotatividade de pacientes. Assim, um leito que aparece como liberado no painel pode já ter sido destinado a outra pessoa antes da atualização do sistema.

Regiões com lotação máxima

Na Grande Florianópolis e na Foz do Rio Itajaí, todos os leitos de UTI adulto da rede pública estão ocupados. O índice também supera 90% no Planalto Norte, no Norte e no Vale do Itajaí. No Sul, no Meio-Oeste e na Serra, a ocupação está em cerca de 80%.

Entre os leitos pediátricos, não há disponibilidade na Grande Florianópolis, no Oeste e no Sul. Na área neonatal, a ocupação chega a 100% no Oeste, na Foz do Rio Itajaí, no Planalto Norte e no Norte.

Quando não há vaga, os pacientes são encaminhados à Central de Regulação de Internações Hospitalares, que busca transferência para unidades com leitos disponíveis.

A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, informou que serão inaugurados, neste mês de abril, oito leitos de UTI adulto em Caçador, dez em Joaçaba e 15 em Lages. Na quinta-feira (4), o governo estadual oficializou a abertura de leitos no Hospital Maicé, em Caçador.

Com a medida, Santa Catarina passa a contar com 158 novos leitos de UTI, e a expectativa é alcançar 170. Até a habilitação pelo Ministério da Saúde, o governo estadual vai custear as unidades. O repasse será de R$1,2 mil por leito de UTI SUS, ocupado ou não, e de R$1,8 mil quando houver paciente internado.

Cirurgias e questionamentos

Sobre as cirurgias eletivas, Carmen Zanotto informou que mais de 125 mil pacientes foram operados em 2023. Nos primeiros três meses deste ano, 33.586 pessoas passaram por procedimentos. A avaliação da secretária é que, mantido esse ritmo, o total de 2024 ficará acima do registrado no ano anterior.

Em Joinville, pacientes do Hospital Infantil chegaram a esperar 12 horas por atendimento na segunda-feira (1º). A situação provocou revolta entre familiares, e a Polícia Militar foi acionada.

O cenário também foi criticado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Na quarta-feira (3), o presidente da Casa, deputado Mauro de Nadal (MDB), afirmou que a situação das cirurgias eletivas estava diferente do que vinha sendo informado pelo governo. A Comissão de Saúde da Alesc pode convocar a secretária para prestar esclarecimentos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde declarou que desenvolve estratégias para ampliar os atendimentos, reduzir as filas de cirurgias eletivas e recuperar fisicamente os hospitais. A pasta também afirmou que apresenta regularmente relatórios de ações à Assembleia Legislativa e permanece disponível para mostrar os avanços na área.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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