O satélite espião norte-americano USA 32 se fragmentou em órbita da Terra em 13 de setembro, a 775 km acima da superfície. A Força Espacial dos Estados Unidos divulgou a ocorrência posteriormente e ainda investiga o que provocou o evento.
O acidente ocorreu em uma região altamente congestionada da órbita terrestre baixa, conhecida pela sigla LEO. Ao menos 200 satélites estão nessa área, o que aumenta a possibilidade de colisões com os fragmentos espalhados após a explosão.
Hipóteses para a explosão
Segundo o comunicado da Força Espacial, o USA 32 passou por um evento repentino de fragmentação. O processo pode dividir um veículo espacial em dezenas, centenas ou milhares de pedaços.
Entre as hipóteses consideradas estão uma colisão com outro satélite, o impacto de fragmentos de lixo espacial ou a ação de uma rocha espacial em alta velocidade. Não houve relato de impacto nos dois primeiros casos. Além disso, colisões no espaço geralmente podem ser previstas por pesquisadores com dias ou semanas de antecedência, o que torna essas possibilidades menos prováveis.
Também é considerada a possibilidade de o satélite ter sido atingido por algum tipo de armamento antissatélite de outro país. A causa, no entanto, ainda não foi determinada.
Lançado pelos Estados Unidos em 1988, o USA 32 tinha como principal tarefa interceptar sinais de rádio e radar dos soviéticos. O veículo já não funcionava, mas permanecia em órbita da Terra antes da fragmentação.







