RIO DE JANEIRO — A cooperação entre os governos federal e estadual e a Prefeitura do Rio de Janeiro foi apresentada como estratégia para enfrentar o crime organizado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira, 18, da cerimônia de acompanhamento das Ações Integradas para o Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro.
Lula afirmou que a resposta aos desafios da segurança pública depende da atuação coordenada entre as esferas de governo. Durante o evento, declarou: “Nós precisamos ganhar das organizações criminosas”. O presidente também disse que a iniciativa pode modificar a situação do estado e levar o Rio de Janeiro a um novo cenário.
Autoridades presentes
A agenda teve a participação do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; do ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Wellington César Lima e Silva; do governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto; e do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD).
Couto afirmou que a união entre as administrações não está vinculada a partidos e defendeu que a segurança pública não seja conduzida sob uma perspectiva política. Cavaliere disse que a integração atende à principal preocupação de cariocas e fluminenses: a segurança.
O prefeito citou convênios já firmados com diferentes forças de segurança, entre elas a Polícia Rodoviária Federal (PRF), para o compartilhamento de informações. Também afirmou que o Rio foi a primeira cidade a integrar a Estratégia Nacional de Inteligência de Segurança Pública.
Papel da União
Wellington César Lima e Silva avaliou que o projeto iniciado no Rio de Janeiro corrige um problema associado à Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988 e à Constituição Federal de 1988. Na avaliação do ministro, o modelo resultou na divisão das responsabilidades e reduziu a atuação da União nos territórios.
A responsabilidade direta pelo policiamento ostensivo e investigativo ordinário cabe aos governadores estaduais. Lula apoiou essa avaliação e afirmou que, após o fim da ditadura, era necessário desmilitarizar o Estado, mas que os governos estaduais passaram a enfrentar dificuldades diferentes na área da segurança.








