GOIÂNIA — Integrantes da Força Jovem do Goiás serão julgados nesta quarta-feira (16) por tentativa de homicídio contra o diretor de um dos comandos da Torcida Esquadrão Vilanovense. A sessão ocorre na 2ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri da Comarca de Goiânia.
Rossine Patrick Passos Barreto, de 37 anos, e Carlos Alberto Gomes Ataídes, de 19 anos, são acusados de participar de uma emboscada contra o carro em que estavam o diretor e outros torcedores do Vila Nova. O caso ocorreu na noite de 1º de outubro de 2025, no Conjunto Residencial São Geraldo, em Goiânia.
Como ocorreu o ataque
Conforme a denúncia do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos Esportivos (Gaege), do Ministério Público, os dois teriam agido com outros indivíduos ainda não identificados e um adolescente. O grupo estaria em um Ford Fiesta prata depois de participar de um evento recreativo da Torcida Esquadrão Vilanovense, no Setor Itatiaia.
Segundo a investigação, integrantes da torcida rival perseguiram os ocupantes e bloquearam o veículo com outro carro na Rua SG-2. Após a colisão, os suspeitos teriam descido armados com barras de ferro, pedaços de madeira e porretes. O diretor foi retirado do automóvel e agredido principalmente na cabeça. Câmeras de segurança registraram a ação.
A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave, passou por cirurgia cerebral no Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugol) e precisou ser sedada e intubada. Ela permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 12 dias e recebeu alta em 13 de outubro de 2025.
Investigação e acusação
De acordo com o Ministério Público, a análise de imagens e de sistemas da Polícia Militar permitiu identificar um Chevrolet Onix usado no ataque. O veículo estava registrado em nome de uma empresa de locação.
Rossine foi localizado e preso. Conforme a denúncia, ele admitiu aos policiais que dirigia o carro e afirmou estar acompanhado de outros quatro indivíduos. A partir dessas informações, os agentes chegaram a Carlos Alberto, que também teria confirmado a participação e relatado estar em um veículo com outras quatro pessoas.
Em depoimento, Carlos Alberto disse que o crime envolveu outros dois carros, cada um com aproximadamente quatro ocupantes, além de uma motocicleta com duas pessoas. Na casa dele, policiais teriam encontrado materiais relacionados à Força Jovem Goiás e objetos da Torcida Esquadrão Vilanovense que seriam roubados.
O Ministério Público denunciou os dois por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O órgão também pediu a fixação de R$ 20 mil como valor mínimo para reparação dos danos, com correção monetária e juros desde a data do crime. A defesa dos acusados não foi localizada para se manifestar.







