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Polícia aponta planejamento prévio em ataque contra Cabo Deyvison em Mossoró

Mensagens e monitoramento da vítima são analisados na investigação sobre atentado que matou o comunicador Alyson Diego.

Polícia aponta planejamento prévio em ataque contra Cabo Deyvison em Mossoró

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga indícios de que o atentado contra o vereador e candidato a deputado federal Cabo Deyvison foi organizado antes do ataque. Entre os elementos reunidos estão o acompanhamento dos movimentos da vítima, a divisão de funções entre suspeitos e um grupo criado no WhatsApp para coordenar a ação, conforme a apuração policial.

O crime aconteceu na noite de 15 de junho, diante da Unidade de Pronto Atendimento do Alto de São Manoel. Cabo Deyvison fazia uma transmissão ao vivo quando foi atingido por disparos nas pernas. Ele sobreviveu. O comunicador Alyson Diego, que estava com o vereador e participava da transmissão, também foi baleado e morreu no local.

As conversas atribuídas aos investigados indicam que o grupo “Missão” foi aberto no WhatsApp às 14h24 de 14 de junho, um dia antes do atentado. A criação teria sido feita por um contato salvo como “Pai”. Em seguida, apareceu uma mensagem com a indicação do “time que vai jogar” e três identificações: “Argentino piloto, VN pt 100 e Mata rindo 556”.

Mensagens e prisões

No dia do ataque, imagens da transmissão de Cabo Deyvison em frente à unidade de saúde teriam sido compartilhadas pelos integrantes do grupo. Perto do horário dos disparos, “Pai” enviou a mensagem “rasga no meio”. Depois que os participantes souberam que o vereador havia sobrevivido, um perfil chamado “União” escreveu: “Tô acreditando não”.

O carro usado na ação foi abandonado após o atentado. Dois suspeitos deixaram Mossoró em outro veículo e foram presos em Beberibe, no Ceará, em uma operação com participação das forças de segurança dos dois estados. Um terceiro investigado foi localizado posteriormente em Mossoró.

No cenário do crime, os investigadores também encontraram um carregador com munições calibre 5.56, compatíveis com armamentos do tipo fuzil. O item passou a ser examinado na reconstrução da logística do ataque.

José Antônio da Costa, Vinícius Gabriel da Silva Freitas e Wilson Mariano da Silva Filho continuam presos preventivamente. A decisão foi mantida pelo Colegiado da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim), em uma revisão periódica das medidas cautelares.

As prisões em flagrante de José Antônio e Vinícius foram transformadas em preventivas em 18 de junho. No caso de Wilson Mariano, a preventiva foi determinada dois dias depois, e a prisão ocorreu em 24 de junho.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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