Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

Estudo testa AD109 como alternativa oral ao tratamento da apneia do sono

Medicamento em desenvolvimento reduziu o índice de apneia-hipopneia, mas não melhorou fadiga nem qualidade de vida de forma significativa.

Estudo testa AD109 como alternativa oral ao tratamento da apneia do sono

O CPAP continua sendo o tratamento padrão-ouro para a apneia obstrutiva do sono, enquanto o medicamento oral AD109 ainda passa por estudos. A opção combina atomexitina, usada no tratamento do TDAH, e oxibutinina, segundo a pneumologista e médica do sono Jessica Polese.

A pesquisa acompanhou 646 pacientes com apneia de níveis leve a grave durante 26 semanas. Nenhum participante usava CPAP. Os voluntários foram separados entre um grupo que recebeu AD109 e outro que utilizou placebo.

Entre os pacientes tratados, houve redução de 44% no índice de apneia-hipopneia, medida usada para avaliar a frequência das interrupções da respiração durante o sono. No entanto, o estudo não identificou melhora estatisticamente significativa na fadiga nem na qualidade de vida.

Um em cada cinco participantes abandonou o tratamento por causa de efeitos colaterais. Entre as reações citadas estão boca seca, insônia, náusea e hesitação urinária. O medicamento ainda está em fase de desenvolvimento nos Estados Unidos e poderá usar o nome comercial Oxnimbi caso seja aprovado.

Como a apneia afeta o sono

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando a garganta se fecha repetidamente durante o sono e interrompe a passagem do ar. De acordo com Jessica Polese, o problema está relacionado à flacidez da musculatura e das estruturas da orofaringe, o que impede que o ar chegue ao pulmão.

As pausas na respiração podem acontecer durante o sono, mas se tornam um problema quando ocorrem repetidamente, mais que cinco vezes por hora de sono. A condição é associada a riscos como hipertensão arterial, arritmias, doença cardiovascular, AVC e diabetes tipo 2.

O tratamento depende da gravidade, da anatomia e das preferências de cada paciente. Além do CPAP, podem ser indicados aparelhos intraorais, tratamentos miofuncionais, cirurgias específicas e perda de peso quando há excesso de peso associado.

Experiência com o CPAP

O aposentado Daniel Barroso, de 76 anos, usa o aparelho há aproximadamente um mês. Ele começou o tratamento depois de observar a melhora no sono da esposa, que também tem apneia.

Daniel relatou que dormia pouco e tinha um sono agitado. Na primeira noite com o CPAP, dormiu por 8 horas; antes, dormia quatro ou cinco horas. Também afirmou que deixou de sentir cansaço durante o dia e avaliou que o custo-benefício do aparelho é melhor que o do medicamento. Para a pneumologista e médica do sono Simone Prezotti, o CPAP mantém a garganta aberta por meio de um fluxo contínuo de ar fornecido por uma máscara.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5