LINHARES — A produtora rural Vanderleia Pompermazer Camata passou a processar o cacau cultivado no Sítio Santa Rosa e criou uma linha de derivados, incluindo chocolate light e sem açúcar, mel de cacau, nibs, cocadas e bombons artesanais.
A propriedade mantém cerca de 2,5 mil pés de cacau, em uma lavoura implantada há 6 anos. Com o processamento do fruto, Vanderleia ampliou as possibilidades de comercialização da produção e passou a atuar também na elaboração dos produtos destinados ao consumidor.
A iniciativa ganhou impulso após a participação da produtora no projeto Mulheres do Cacau, coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Os cursos e as capacitações abordaram o manejo, a qualidade das amêndoas e as alternativas de processamento e comercialização.
“Isso me deu um novo horizonte. Vi muitas possibilidades”, conta Vanderleia.
Reconhecimento das amêndoas
A qualidade da matéria-prima foi reconhecida no Concurso de Qualidade de Amêndoas de Cacau Capixaba. Em 2025, na primeira participação, a produtora ficou entre as dez melhores. Em 2026, voltou à lista de finalistas com duas amostras.
A relação de Vanderleia com a atividade também foi marcada por mudanças pessoais. Antes de ampliar a dedicação ao cacau, ela enfrentou um período de depressão e buscou mais autonomia para participar de cursos e atividades fora da propriedade.
Entre as conquistas esteve a obtenção da carteira de motorista, que permitiu o deslocamento sem depender de outras pessoas. “A minha carteira, para mim, foi algo grandioso. Foi a minha liberdade.”
Hoje, a produtora combina o cultivo no Sítio Santa Rosa com o processamento artesanal. O cacau, que poderia deixar a propriedade apenas como matéria-prima, também é transformado em produtos para chegar ao consumidor.








