Ronaldo Caiado protocolou no Supremo Tribunal Federal uma petição para retirar o sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master, a fraudes no INSS e a outros casos que envolvem agentes públicos. O pedido foi apresentado em 10/09/2026 e inclui apurações conduzidas pela Polícia Federal.
A defesa de Caiado afirma que o sigilo impede o eleitorado de conhecer informações relevantes antes das eleições de 2026. Para o grupo, o acesso ao que já foi investigado é necessário para que os eleitores possam decidir o voto com mais informações. A petição também sustenta que a falta de dados pode ser tão prejudicial quanto a desinformação.
Disputa no Supremo
O pedido foi protocolado no mesmo dia em que Edson Fachin, presidente do STF, adotou medidas para concentrar decisões sobre o caso Banco Master e a atuação da Polícia Federal. Até a atualização disponível, não havia decisão sobre a solicitação apresentada pelo presidenciável do PSD.
A controvérsia no tribunal envolve divergências entre ministros sobre a condução das apurações. O caso ganhou novos elementos após a divulgação de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O material mencionava autoridades como Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues.
André Mendonça retirou o sigilo de um procedimento que reunia mensagens atribuídas a Vorcaro. Depois, Moraes pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação de Mendonça no episódio.
Na sequência, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. A decisão foi revertida por Flávio Dino, que reintegrou os dois aos cargos. Fachin suspendeu as duas determinações para evitar conflitos processuais e levou a discussão ao plenário do STF.
O presidente do tribunal convocou uma sessão para a próxima semana. Os ministros deverão discutir a validade de um relatório da Polícia Federal relacionado ao caso. Fachin também analisará, em procedimento específico, a permanência de Andrei Rodrigues no cargo.








