DISTRITO FEDERAL — O Distrito Federal deve registrar 760 novos diagnósticos de câncer colorretal em 2026, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No Brasil, a previsão é de 53,8 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.
A campanha Setembro Verde chama atenção para a prevenção do câncer de intestino. O médico proctologista Danilo Munhóz explicou que a doença ocorre quando células passam a se reproduzir de maneira desordenada e crescem para dentro do intestino. Os cânceres de cólon e de reto integram o grupo dos tumores colorretais.
Entre os fatores associados ao aumento do risco estão o consumo frequente de carnes processadas, a alimentação pobre em fibras, o sedentarismo, o excesso de peso, o consumo de álcool e o tabagismo. O especialista também citou o aumento do consumo de produtos industrializados, a redução da ingestão de frutas, verduras e saladas e o envelhecimento da sociedade.
Prevenção e rastreamento
De acordo com Danilo, o tratamento depende do local do tumor e do momento em que o diagnóstico é realizado. A colonoscopia é apontada como o principal exame para o rastreamento. O procedimento pode identificar o câncer e permitir a retirada de pólipos, considerados lesões pré-malignas.
Na maioria da população, a colonoscopia deve ser feita a partir dos 45 anos. Pessoas com histórico familiar de câncer podem precisar antecipar o exame, conforme avaliação profissional. O médico também recomendou alimentação com frutas, fibras e folhas, hidratação, controle do peso, acompanhamento de outras comorbidades e prática de atividade física.
O câncer colorretal pode atingir homens e mulheres. Danilo afirmou que a chance de diagnóstico aumenta com a idade, mas também relatou crescimento de casos entre pessoas mais jovens, associado ao sedentarismo e à alimentação inadequada. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, conforme a idade do paciente, as comorbidades e o estágio da doença.
Relato de paciente
O servidor público aposentado e pastor evangélico Jubal Florêncio da Silva, 65 anos, recebeu o diagnóstico seis anos atrás, depois de notar manchas de sangue nas fezes. Ele retornou ao Brasil, realizou uma colonoscopia, fez biópsia e descobriu um tumor maligno no reto.
Jubal passou por radioterapia, quimioterapia e cirurgia. “E hoje estou curado do câncer, graças a Deus”, afirmou. O tratamento deixou sequelas, como incontinência urinária e fecal, e ele realiza fisioterapia pélvica.
O pastor disse que mantém acompanhamento médico e adotou uma alimentação mais saudável. Ele também aconselhou homens que estejam chegando aos 40 ou 45 anos a procurar um profissional de saúde e realizar exames preventivos.







