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Calor favorece a presença de escorpiões; veja medidas para evitar acidentes

Orientações incluem vedar frestas, sacudir roupas e calçados e procurar atendimento após uma picada.

Calor favorece a presença de escorpiões; veja medidas para evitar acidentes
Foto: José Roberto Peruca/Wikimedia Commons

A elevação das temperaturas entre setembro e fevereiro favorece o aparecimento gradual de escorpiões, inclusive em centros urbanos. Em busca de alimento, os animais podem entrar nas casas, onde encontram abrigo e presas como baratas, grilos, aranhas e outros pequenos vertebrados.

As orientações do Instituto Butantan e da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo incluem medidas para reduzir a presença dos animais e evitar acidentes. No Brasil, as espécies mais conhecidas são o escorpião-amarelo, o escorpião-marrom, o escorpião-amarelo-do-Nordeste e o escorpião-preto-da-Amazônia. Embora todas as espécies conhecidas sejam venenosas, nem todas provocam acidentes graves.

Como reduzir a presença em casa

A prevenção começa pela limpeza de jardins, quintais e áreas internas. Também é importante evitar o acúmulo de lixo, entulho, folhas secas e materiais de construção perto das residências. Folhagens densas, trepadeiras, arbustos e bananeiras não devem ficar próximas de paredes e muros.

Terrenos baldios vizinhos devem ser limpos periodicamente em uma faixa de 1 a 2 metro das casas. Soleiras de portas e janelas precisam ser vedadas durante a noite, período de atividade dos escorpiões. Frestas, buracos em paredes, assoalhos, vãos entre o forro e a parede e outros pontos de entrada também devem ser fechados. Ralos de chão, pias e tanques podem ser vedados ou protegidos com telas.

O controle de outros insetos também ajuda, porque eles servem de alimento aos escorpiões. A recomendação é evitar sujeira e lixeiras abertas que atraiam baratas. A cartilha orienta ainda a preservar predadores naturais, como aves noturnas, lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos e quatis.

Cuidados para evitar picadas

Roupas e calçados devem ser sacudidos antes do uso. Não se deve colocar a mão em buracos, pedras ou troncos. Camas e móveis precisam ficar afastados das paredes, enquanto roupas e mosquiteiros não devem encostar no chão. Também é recomendado não pendurar roupas em paredes e portas.

Quem trabalha com jardinagem ou manipula materiais de construção deve usar calçados e luvas de raspa de couro.

O que fazer após uma picada

A área atingida deve ser lavada com água e sabão, e a pessoa precisa manter pressão sobre o local e procurar o serviço de saúde mais próximo. Profissionais da unidade vão avaliar o ferimento e decidir se será necessário utilizar soro antiveneno, como o antiescorpiônico ou o antiaracnídeo.

Não se deve aplicar gelo ou água fria, fazer torniquete, cortar ou furar o local. Também não são recomendadas tentativas de sucção do veneno, a aplicação de remédios na área ou a ingestão de bebidas alcoólicas, álcool, gasolina, querosene ou fumo.

Características e espécies

Os escorpiões pertencem ao gênero Archnidae, o mesmo das aranhas. O escorpião-amarelo (Tytus serrulatus) é comum em todo o Brasil, com exceção de alguns estados do Norte. O escorpião-marrom (Tytus bahiensis) está presente no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e na Bahia.

O escorpião-amarelo-do-Nordeste (Tytus stigmurus) ocorre no Nordeste e tem registros em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Já o escorpião-preto-da-Amazônia (Tytus obscurus) está presente na região amazônica e pode ser encontrado em estados vizinhos, como os do Centro-Oeste.

Na cauda, os escorpiões têm o télson, estrutura que abriga as glândulas produtoras de veneno. Algumas espécies brasileiras conseguem realizar partenogênese, reprodução que não depende de parceiro sexual. No caso do escorpião-amarelo, as fêmeas se reproduzem sem macho e costumam ter dois partos por ano, com ninhadas de 20 a 25 animais.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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