A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos chegou a 12,2% em 2022, enquanto ficou em 1% entre jovens sem deficiência. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2022.
A pesquisadora do IBGE Luanda Botelho afirmou que a diferença entre os grupos não é explicada somente pela composição etária. O maior índice foi registrado entre pessoas com dificuldades associadas às funções mentais, com 40,4%, e entre aquelas com mais de um tipo de deficiência, com 34%.
Entre os jovens com alguma dificuldade de enxergar, grupo com a menor taxa entre as categorias apresentadas, o analfabetismo alcançou 3,5%. Os demais índices foram de 10% para pessoas com dificuldade de ouvir; 23,3% entre aquelas com dificuldade de caminhar ou subir escadas; e 31,3% entre as que tinham dificuldade de pegar objetos pequenos.
A frequência escolar também era menor entre pessoas com deficiência. Na faixa de 6 a 14 anos, o índice foi de 92,6%, ante 98,4% entre quem não tinha deficiência. Entre jovens de 15 a 17 anos, as taxas foram de 79,5% e 85,4%, respectivamente. No caso de estudantes com deficiência profunda, os percentuais caíram para 82,3% e 65,6% nas duas faixas etárias.
Acessibilidade e ensino superior
O Censo Escolar 2025 mostrou que 57% das escolas tinham banheiro acessível, 30% possuíam sala de recursos multifuncionais e 26,2% contavam com profissional de apoio. Pelo menos um desses recursos estava disponível em 78,5% das unidades. A rede privada tinha mais banheiros acessíveis, enquanto a pública reunia mais profissionais de apoio e salas de recursos multifuncionais.
No ensino superior, o número de estudantes com deficiência passou de 33.377 em 2014 para 95.572 em 2024. A participação nas matrículas de graduação subiu de 0,43% para 0,93%. Nos cursos a distância, as matrículas avançaram de 6.740 para 44.963; no ensino presencial, de 26.637 para 50.609.







