Entre brasileiros de 15 a 29 anos com dificuldades para caminhar e subir degraus, mas sem comprometimento cognitivo, 23,3% não sabem ler e escrever. A taxa é de 1% entre pessoas da mesma faixa etária sem deficiência, conforme estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre pessoas com deficiência e desigualdades sociais no Brasil.
O índice de analfabetismo chega a 40,4% entre pessoas com deficiência que apresentam dificuldades associadas somente a funções intelectuais. O levantamento não permite determinar, individualmente, quantas não atingiram a alfabetização em razão de falhas no sistema escolar. Questões cognitivas também podem dificultar o aprendizado da leitura e da escrita, mesmo quando há acesso à educação.
Frequência escolar e acessibilidade
A frequência escolar de pessoas com deficiência é ligeiramente menor do que a observada entre pessoas sem deficiência, principalmente a partir do ensino médio. Entre crianças de 6 a 14 anos com deficiência severa, 95,6% frequentam a escola, ante 98,4% das crianças sem deficiência. Na faixa de 15 a 17 anos, os índices são de 82,8% e 85,4%, respectivamente.
No grupo com deficiência profunda, 82,3% das crianças de 6 a 14 anos estão na escola, enquanto a taxa entre aquelas sem deficiência é de 98,4%. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, os percentuais são de 65,6% e 85,4%.
O acesso à escola não se limita à matrícula ou à frequência. Entre os recursos de acessibilidade, banheiros adaptados estão presentes em 54,8% das escolas públicas e em 64,4% das particulares. Salas de recursos multifuncionais, usadas para o Atendimento Educacional Especializado no contraturno, aparecem em 34,5% da rede pública e em 15,2% da privada. Já os profissionais de apoio estão em 32,8% das escolas públicas e em 4,6% das particulares.
Matrículas no ensino superior
O número de estudantes com deficiência matriculados na educação a distância quadruplicou entre 2019 e 2024. Considerando as modalidades presencial e a distância, as matrículas passaram de 33.377 para 95.572 entre 2004 e 2014.
O estudo do IBGE não detalha quantos desses estudantes concluíram o curso.







