A presença de João Rodrigues nas propagandas eleitorais do Progressistas provocou uma nova reação entre candidatos do partido em Santa Catarina. Dos 29 nomes do PP que disputam vagas de deputado estadual e federal, 17 assinaram um documento para pedir a retirada do candidato das peças de televisão. Se a mudança não for feita, o grupo solicita não participar mais das inserções.
Entre os signatários estão os deputados José Milton Scheffer e Pepê Collaço, além do ex-deputado Silvio Dreveck. O movimento expõe a divisão interna do Progressistas na disputa pelo governo catarinense. Embora a sigla esteja formalmente coligada ao PSD de João Rodrigues e ao MDB, parte dos candidatos apoia a reeleição do governador Jorginho Mello.
Mudança no material de campanha
Durante a formação das alianças, Esperidião Amin tentou integrar a chapa de Jorginho Mello. Depois que o PL definiu uma chapa própria, o Progressistas passou a compor oficialmente a coligação com João Rodrigues e o MDB.
Ainda assim, havia um acordo para que o nome de João Rodrigues não fosse usado nas propagandas dos candidatos proporcionais do PP. A medida permitia que os deputados alinhados com Jorginho Mello mantivessem esse posicionamento durante a campanha.
O formato foi alterado nesta semana. Uma nova arte passou a exibir João Rodrigues e Antídio Lunelli, candidato ao Senado pelo MDB. A mudança ocorreu após uma cobrança relacionada às peças do MDB, que apresentavam Esperidião Amin, enquanto Lunelli não aparecia no material dos candidatos do Progressistas.
Amin aceitou a alteração, mas a decisão gerou reação imediata entre os candidatos do PP que apoiam Jorginho Mello. O grupo agora pede o retorno da configuração anterior ou a retirada de seus nomes das inserções.
Outros conflitos envolvendo materiais
As divergências sobre propaganda também atingiram o PL. No início da campanha, a deputada federal Júlia Zanatta cobrou a inclusão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro nos materiais de candidatos do Podemos. A deputada Paulinha respondeu que cada legenda deveria definir sua própria estratégia.
Santinhos com os nomes do deputado estadual Camilo Martins e de Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal, também provocaram repercussão. O verso trazia Jorginho Mello, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin, embora Caroline de Toni estivesse em outra coligação na disputa pelo Senado.
O material havia sido encomendado pelo vereador de Palhoça Pitanta, apoiador de Amin. Conforme as informações apresentadas, não haveria irregularidade se o santinho exibisse o CPF do responsável e a tiragem, além da declaração de que a produção foi doada ao candidato. O episódio também provocou reação de Caroline de Toni.
Com aproximadamente 30 dias de campanha pela frente, os materiais eleitorais se tornaram pontos de tensão entre grupos que integram formalmente determinadas coligações, mas mantêm apoios diferentes na disputa pelo governo de Santa Catarina.








