Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Críticas apontam contradições na política de Jorginho Mello para mulheres

Análise questiona respostas do governador a episódios envolvendo mulheres e medidas adotadas em segurança, educação e combate à violência de gênero.

O que Jorginho Mello tem contra as mulheres?

A atuação do governador Jorginho Mello em episódios envolvendo mulheres e as políticas estaduais de combate à violência de gênero são alvo de críticas no texto. A avaliação considera a reação do governador a uma ação da Polícia Militar em Jaraguá do Sul, medidas voltadas à educação e as prioridades apresentadas para um eventual novo mandato.

No último fim de semana, a advogada Fernanda Klitzke, candidata a suplente ao Senado pelo PT, foi imobilizada, atingida por disparos de bala de borracha e chutada durante a ação policial. A Polícia Militar informou que o caso será investigado pela Corregedoria. Diante das imagens, Jorginho Mello afirmou que o episódio seria uma “tentativa da esquerda de montar uma armadilha contra a PM”.

O texto também relembra um episódio ocorrido em julho, na Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ. Durante uma visita à barragem de José Boiteux, o governador discutiu com lideranças indígenas que cobravam medidas de compensação pelos impactos da estrutura. Quando a cacica Antônia Paté exigiu respeito, ele respondeu: “E eu com isso?”. O Conselho Nacional de Direitos Humanos acionou a Procuradoria-Geral da República.

Segurança e políticas públicas

O governo estadual criou um Plano Estadual de Combate à Violência contra as Mulheres para 2025–2035. Entre as metas previstas até 2027 estão levar conteúdos de prevenção a 40% das escolas estaduais, criar quatro delegacias especializadas e manter o monitoramento eletrônico de agressores em 50 municípios prioritários.

O texto, porém, aponta limitações na estrutura existente. Não há delegacia dedicada 24 horas às denúncias. Inspeções realizadas em maio identificaram falta de privacidade e acúmulo de ocorrências sem instauração de inquérito. Santa Catarina também não tem uma Casa da Mulher Brasileira; em agosto, a unidade de Florianópolis ainda estava em articulação entre os órgãos responsáveis.

No plano de governo para 2027–2030, não aparecem as expressões “feminicídio” e “violência contra as mulheres”. A análise também critica leis sancionadas por Jorginho Mello sobre “doutrinação política e ideológica” e sobre a possibilidade de famílias impedirem a participação de estudantes em atividades relacionadas à identidade de gênero, orientação sexual e igualdade de gênero.

A avaliação sustenta que restringir esses conteúdos dificulta o debate escolar sobre desigualdade, relacionamentos abusivos e prevenção da violência. Também relaciona essa posição à Lei Maria da Penha, que prevê conteúdos sobre direitos humanos, equidade de gênero e enfrentamento à violência doméstica nos currículos escolares.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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