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Candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado divide direita em Santa Catarina

Resistência de políticos locais aumenta apesar do apoio de Jair Bolsonaro à pré-candidatura do filho pelo PL.

Mesmo com apoio do pai, Carlos Bolsonaro racha a direita em SC
Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado pelo estado enfrenta resistência entre políticos locais e provoca divisões na direita catarinense, apesar do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD-SC), criticou publicamente a escolha. Para ele, a candidatura é uma “loucura” e o povo catarinense “não vai cair nessa”. Pavan também classificou Carlos como “oportunista” e afirmou que ele seria um aventureiro em busca de realizações pessoais.

Os prefeitos Adriano Silva (Novo-SC), de Joinville, e Rafael Tambozi (PL-SC), de Pouso Redondo, também se manifestaram contra a candidatura. Na avaliação de Pavan e de outros políticos catarinenses, Carlos não deveria disputar uma das vagas ao Senado por Santa Catarina porque há candidatos locais.

Apoio de Bolsonaro no estado

A força eleitoral de Jair Bolsonaro em Santa Catarina é apontada como um dos fatores considerados por aliados de Carlos. No segundo turno das eleições de 2018, Bolsonaro teve 2.966.242 votos, correspondentes a 75,92% do total, enquanto Fernando Haddad (PT) recebeu 940.724 votos, ou 24,08%, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).

Em 2022, Bolsonaro recebeu 3.047.630 votos, equivalentes a 69,27%, contra 1.351.918 votos de Lula (PT), que alcançou 30,73% entre os candidatos à Presidência da República.

Aliados avaliam que Carlos tenta repetir o desempenho eleitoral da família no estado. Eles levam em conta a base fiel de Bolsonaro, mas políticos também consideram que o ex-vereador pode não alcançar o mesmo resultado do pai porque não tem o apoio integral do diretório estadual do Partido Liberal.

Disputa dentro do PL

A divisão ganhou força depois que a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) se posicionou contra a candidatura. Segundo declarações da deputada, Carlos teria bagunçado o cenário local, já que o partido contava com nomes para as vagas ao Senado.

Caroline de Toni (PL-SC) já era pré-candidata ao Senado, e o senador Esperidião Amin (PP-SC) aparecia como outro nome apoiado pelo bolsonarismo. Campagnolo afirmou que De Toni seria a candidata da chapa pura do PL, enquanto Amin receberia apoio da coligação.

De Toni pretende deixar o PL e se filiar ao Novo para disputar o Senado. Amin deve receber o apoio da coligação, com respaldo do governador Jorginho Mello (PL-SC). Carlos deve integrar a chapa pura do PL.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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