Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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MPRJ determina retomada de apuração sobre suposta rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro

Procuradoria-Geral de Justiça apontou diligências pendentes sobre cofre bancário, plano de saúde e compra de imóvel.

MPRJ reabre investigação contra Carlos Bolsonaro por suspeita de rachadinha
Foto: Reuters/Mateus Bonomi

A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro determinou a retomada da investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro e outras 25 pessoas por suspeitas de desvio de dinheiro público na Câmara Municipal. A apuração envolve a possível contratação de funcionários fantasmas e a prática conhecida como rachadinha.

A decisão considerou que o arquivamento anterior não cumpriu diligências essenciais. O procedimento havia sido arquivado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em setembro de 2024, quando sete funcionários do gabinete foram denunciados por peculato.

O novo exame deverá aprofundar informações sobre a retirada de valores de um cofre bancário, o pagamento do plano de saúde e a compra de um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Carlos Bolsonaro declarou ter adquirido o imóvel por R$ 70 mil em 2009, valor apontado no parecer como muito abaixo do mercado à época.

Também será apurada a forma de pagamento do plano de saúde. Um relatório indicou que, durante um intervalo de nove anos de contratação, apenas um boleto teria sido pago pela conta bancária do então vereador. A Procuradoria sugeriu que as operadoras informem os valores, os meios de pagamento e os responsáveis pelas quitações.

O parecer menciona ainda acessos frequentes de Carlos Bolsonaro a um cofre em uma agência bancária. Segundo o documento, ele realizou “pelo menos um ou mais acessos por mês ao tal cofre”. A Procuradoria também considerou pertinente ouvir os investigados sobre o padrão de saques feito após o recebimento dos salários.

Investigados e manifestações

A lista tem 26 pessoas, entre elas Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro entre 2001 e 2008. Relatórios de inteligência financeira apontaram depósitos em dinheiro vivo de até R$ 340 mil na conta dela.

Jorge Luiz Fernandes, apontado como chefe da organização na denúncia, teria arrecadado cerca de R$ 1,9 milhão entre 2005 e 2021. O valor teria sido devolvido por funcionários nomeados no gabinete. Ele continua trabalhando na Câmara Municipal, no gabinete da vereadora Alana Passos.

No início de 2025, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga apontou omissões e contradições na investigação e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Justiça. O promotor Alexandre Murilo Graça havia sustentado que depoimentos, relatórios e laudos não demonstravam circulação de valores para as contas de Carlos Bolsonaro nem pagamentos relacionados a ele.

A defesa de Carlos Bolsonaro não havia se manifestado até a última atualização. Jorge Luiz Fernandes não quis comentar. Alana Passos afirmou que, até onde sabia, as investigações tinham sido arquivadas. A defesa de Ana Cristina Siqueira Valle contestou a reabertura e declarou confiar nas instituições.

Em nota, o MPRJ informou que considerou o arquivamento prematuro e determinou, em 09/02, o envio dos autos à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro para diligências complementares.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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