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Carlos Bolsonaro reforça ligação com Santa Catarina na propaganda eleitoral

Candidato do PL citou o estado quatro vezes e afirmou ter “renascido” em Santa Catarina após críticas sobre sua relação local.

Após ignorar SC, Carlos aparece com bandeira e diz ter renascido no estado
Foto: Leon Ferrari/UOL

Carlos Bolsonaro (PL) voltou a citar Santa Catarina no horário eleitoral gratuito depois de não mencionar o estado em sua estreia. Na nova peça, exibida hoje, o candidato afirmou que não nasceu em Santa Catarina, mas que teria “renascido” no estado, em resposta às críticas sobre sua falta de vínculo local.

Em pouco mais de um minuto, Carlos mencionou Santa Catarina quatro vezes. O programa, porém, não citou nenhum município nem apresentou uma pauta específica do estado. O candidato também afirmou que, no Senado, as causas catarinenses seriam assumidas por ele e por seu irmão Flávio.

A propaganda recuperou trechos de um vídeo de pré-campanha publicado em 21 de junho. Entre os pontos repetidos estão a defesa da ideia de que Carlos teria renascido em Santa Catarina, a referência ao “sistema perverso” de Brasília, a apresentação do sobrenome Bolsonaro como credencial e a promessa de defender as causas do estado.

Críticas após a estreia

No primeiro programa eleitoral, exibido na sexta-feira (28), Carlos falou sobre a infância e a convivência com Jair Messias Bolsonaro, Eduardo e Flávio. Natural do Rio de Janeiro, ele não fez nenhuma menção a Santa Catarina.

A ausência do estado foi explorada por Afrânio Boppré (PSOL), também candidato ao Senado. A coligação de esquerda voltou a exibir o vídeo e associou a candidatura à falta de relação com Santa Catarina.

A campanha de Carlos também compartilhou um vídeo no qual afirma que a escolha do estado ocorreu pelo “coração”, e não por estratégia. Em um trecho de entrevista de abril, ele atribuiu a mudança para Santa Catarina a uma decisão pessoal.

Carol de Toni, companheira de chapa pelo PL, pediu votos para Carlos durante seu espaço no programa desta segunda-feira, mas o candidato não fez o mesmo ao encerrar o bloco destinado aos concorrentes ao Senado.

Disputa no PL e pesquisas

A candidatura continua dividindo o PL catarinense. A imposição do nome de Carlos na chapa majoritária não foi resolvida no diretório estadual, enquanto partidos da coligação e correligionários não aderiram à campanha.

A chegada de Carlos ao estado, no fim de 2025, foi antecedida por meses de atrito público e teve como consequência a perda do apoio do senador Esperidião Amin (PP) ao governador Jorginho Mello (PL). Amin disputa a reeleição.

Pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto apontou Amin com 19% na combinação dos dois votos para o Senado, seguido por Carlos, com 16%, e Carol, com 12%. A rejeição de Carlos foi de 40%, contra 31% de Amin e 12% de Carol.

Amin tem apresentado a identidade local como parte de sua campanha, definindo-se como “catarinense raiz” e afirmando conhecer o estado de ponta a ponta.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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