O eclipse solar mais longo do século está marcado para 2 de agosto de 2027. A fase de totalidade poderá durar cerca de 6 minutos e 23 segundos, período em que a Lua encobrirá completamente o Sol e a luminosidade do dia será intensamente reduzida.
O fenômeno será visível de forma total em uma faixa que inclui partes da Europa, do Norte da África e do Oriente Médio. Espanha, Marrocos, Egito e Arábia Saudita estão entre os locais apontados como favoráveis à observação. Na Europa, áreas da Península Ibérica, especialmente o País Basco, aparecem como pontos privilegiados.
Em Groenlândia e Islândia, o eclipse poderá ser visto parcialmente. No Brasil, não haverá visibilidade direta, mas o evento poderá ser acompanhado por transmissões ao vivo pela internet, organizadas por instituições como a NASA e por plataformas especializadas em astronomia.
Por que o eclipse será tão longo
A duração está relacionada ao alinhamento entre Sol, Lua e Terra e à proximidade da Lua com o perigeu, ponto de sua órbita em que fica mais perto da Terra. A combinação entre alinhamento, distância lunar e trajetória da sombra projetada sobre o planeta também explica por que características semelhantes não devem se repetir por 157 anos.
Durante a totalidade, poderão ser observados efeitos como as “Pérolas de Baily”, formadas por pequenos pontos de luz associados às irregularidades da superfície lunar. Outro fenômeno previsto é o “Anel de Diamante”, quando resta apenas um feixe luminoso antes da cobertura total do Sol.
A redução da luminosidade também poderá permitir a observação de estrelas e de alguns planetas. Para acompanhar o eclipse, especialistas recomendam o uso de óculos específicos. A observação direta do Sol sem proteção pode causar danos permanentes à visão.







