VILA VELHA — A área sob o elevado projetado entre a avenida Carlos Lindenberg e o Porto de Capuaba poderá receber um parque horizontal, com canteiros, vias e espaços destinados aos moradores do bairro Aribiri. A proposta também prevê uma área para alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Leonel Brizola, localizada nas proximidades da BR-447.
O empreendimento está em elaboração e avaliação técnica pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Desenvolvido pelo governo do Espírito Santo e posteriormente doado ao órgão, o projeto prevê a implantação de vias elevadas, pavimentação e obras de arte especiais.
Trajeto e circulação local
A estrutura será implantada entre o viaduto Alfredo Copolillo, no encontro com a avenida Carlos Lindenberg, e o Porto de Capuaba. O trecho aproximado é de 2,61 quilômetros, considerando o traçado atual da BR-447, conhecida como Estrada de Capuaba, que deverá ser mantido sem alteração do percurso existente.
De acordo com a proposta, o tráfego local poderá continuar circulando na parte inferior do elevado, por meio de canteiros e vias. A implantação também deverá considerar intervenções na rede elétrica de alta tensão existente na região, desapropriações e obras de drenagem urbana.
O investimento estimado para a construção das vias elevadas é de R$400 milhões. O valor poderá ser atualizado conforme o detalhamento das soluções de engenharia avance. O prazo para o início e a conclusão da obra ainda não foi informado.
Avaliação do projeto
O Dnit informou que verifica as intervenções necessárias e que as soluções apresentadas ainda poderão passar por ajustes. A execução das ações relacionadas às interferências urbanas está prevista para ser feita pelo governo do Espírito Santo, por meio de acordo de cooperação técnica com o órgão.
Para André Cerqueira, especialista em Trânsito e integrante do Movimento Capixaba para Salvar Vidas no Trânsito (Movitran), a melhoria do acesso ao porto pode contribuir para separar o fluxo de veículos que seguem para a região portuária daquele destinado a outros locais. “Cada vez mais precisamos fazer essas separações nas vias”, afirmou.
Cerqueira também defendeu que a estrutura seja planejada para atender as pessoas que circulam pelos espaços urbanos. “Precisamos humanizar o trânsito dos nossos municípios”, disse.








