Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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Estudo da UFMG identifica relação entre delivery e hábitos sedentários

Levantamento com 839 adultos analisou o uso de plataformas de alimentação e sua relação com rotina, atividade física e escolhas alimentares.

Estudo da UFMG identifica relação entre delivery e hábitos sedentários

Uma pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou uma relação entre o uso de plataformas de entrega de comida e diferentes comportamentos sedentários. O levantamento considerou o tempo dedicado às atividades domésticas, a prática de exercícios, o período diante de telas e as horas passadas sentado.

Frequência de uso

Participaram do estudo 839 adultos. Desse grupo, 76,52% afirmaram utilizar aplicativos para pedir comida. Entre os usuários, 27,1% disseram recorrer ao serviço pelo menos uma vez por semana.

A permanência sentada por oito horas ou mais diariamente apareceu associada ao dobro da prevalência do uso regular dessas plataformas. Nesse grupo, 51,7% solicitavam pratos de refeições, enquanto 39,70% compravam lanches em metade das ocasiões ou mais.

A investigação foi conduzida por Paloma Aparecida Anastacio Barros, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Nutrição e Saúde, sob orientação das professoras Paula Martins Horta e Daniela Canella. O objetivo foi traçar o perfil de quem utiliza os serviços digitais de alimentação e verificar relações com fatores sociodemográficos, estado nutricional e estilo de vida.

Ambiente alimentar digital

Para os pesquisadores, os resultados mostram que o varejo digital de alimentos deve ser considerado nas discussões sobre ambientes alimentares, comportamentos ligados à alimentação e vigilância alimentar e nutricional. A análise também busca compreender como o componente digital modifica os ambientes alimentares contemporâneos.

Paloma Barros afirmou que entender quem usa os aplicativos, com que frequência e quais produtos são comprados pode ajudar a identificar novas dimensões desse ambiente e seus possíveis impactos sobre a saúde.

Embora as plataformas ofereçam refeições tradicionais, o estudo registra maior procura por itens com alta concentração de calorias, gordura, açúcar e sódio. Esses produtos também costumam contar com estratégias de marketing mais persuasivas e descontos maiores.

O levantamento observou ainda maior utilização dos aplicativos entre trabalhadores em tempo integral, em comparação com desempregados ou trabalhadores informais. A pesquisa foi publicada na revista científica Journal of Food Sciences and Nutrition.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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