VITÓRIA — A tecnologia é usada pelo Colégio Faesa como instrumento para que os estudantes criem, testem ideias e resolvam problemas, e não apenas consumam conteúdos digitais. Na unidade de Bento Ferreira, em Vitória, a proposta pedagógica também inclui acompanhamento dos professores, metodologias ativas e participação em olimpíadas do conhecimento.
Nas aulas de Educação Tecnológica, os alunos desenvolvem soluções, programas, objetos e novas formas de lidar com desafios. A atividade busca estimular o pensamento computacional e uma relação crítica e criativa com as ferramentas digitais. A escola afirma que esse trabalho não substitui a convivência nem a atuação dos professores, mas amplia as possibilidades de aprendizagem.
“Meu papel nesse processo é ser mediadora e incentivadora, criando situações para que as crianças pensem, experimentem e sejam protagonistas da própria aprendizagem”, afirma Raquel Rozana Volpato, professora de Educação Tecnológica do 1º ao 5º ano.
Aprendizagem baseada em experiências
A proposta da escola coloca o estudante em contato direto com situações de experimentação. Ele é incentivado a formular hipóteses, avaliar alternativas e aprender com os erros enquanto desenvolve autonomia, criatividade e capacidade de resolver problemas.
Nesse modelo, os professores acompanham o percurso dos alunos, observam potencialidades e dificuldades e orientam os próximos passos. Para Elisangela Teles, diretora pedagógica, o incentivo contínuo ajuda os estudantes a reconhecer suas capacidades e a avançar no desenvolvimento de seus talentos.
“É uma cultura que se desenvolveu no Colégio. Nós seguramos na mão dos estudantes e os fazemos acreditar que é possível”, diz Elisangela.
Olimpíadas como parte da formação
O Colégio Faesa participa de competições que mobilizam raciocínio, curiosidade científica e resolução de problemas, entre elas o Canguru de Matemática. A escola também destaca a participação na OBG e na IGEO.
Para Kaio Gava, professor de Geografia do Ensino Médio, essas atividades envolvem debates, troca de ideias e trabalhos coletivos relacionados aos conteúdos das aulas. Ele cita a OBG como uma competição que exige concentração e resolução de problemas do cotidiano.
A escola realiza anualmente uma premiação para os medalhistas, incluindo alunos das séries iniciais. De acordo com o Colégio Faesa, as medalhas são resultado de um processo que começa com o estímulo à curiosidade e à confiança dos estudantes.
A instituição informa que foi a única escola particular a representar o Estado na OBG Nacional por três anos consecutivos e a única a conquistar medalha internacional na IGEO. A diretora pedagógica afirma que essa cultura foi construída sem foco exclusivo nos resultados, com cada conquista associada ao percurso individual dos alunos.








