Blumenau, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Prova, edital e conteúdo em dia
Brasil

Flávio Bolsonaro articula adiamento da votação sobre o fim da escala 6×1

Avaliações no governo e no Senado apontam que a crise no STF abriu espaço para postergar a análise da proposta até depois das eleições.

Sakamoto: Flávio aproveita crise no STF e consegue barrar votação do fim da 6×1
Foto: Reprodução

Avaliações no governo federal e entre senadores da base e da oposição apontam que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou o adiamento da votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. A análise no plenário do Senado deverá ocorrer somente depois das eleições, ainda em 2026.

A PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta (2). Depois disso, Flávio procurou Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e afirmou que a votação poderia desequilibrar as eleições. Alcolumbre anunciou que a matéria será votada ainda em 2026, mas após o pleito.

Crise no STF e disputa política

A movimentação ocorreu em meio aos desdobramentos do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Os questionamentos envolveram a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e a relatoria do ministro André Mendonça em inquéritos relacionados aos casos do Master e do INSS.

Defensores da proposta no governo avaliam que o adiamento pode dificultar a aprovação. Dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição, fator considerado um incentivo para o apoio à mudança. Na Câmara, 472 dos 513 deputados aprovaram a proposta.

Pesquisas citadas no debate indicam que cerca de 70% da população apoia o fim da escala 6×1, com adesão entre eleitores de diferentes correntes políticas. A aprovação da PEC é apresentada como uma aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Flávio tentou antes aprovar a chamada PEC da Hora Trabalhada, que prevê remuneração por hora e permitiria ao trabalhador escolher a carga horária. A proposta, porém, não elimina a escala 6×1, que continuaria como teto, e não avançou na CCJ.

Na comissão, Rogério Marinho (PL-RN), autor da proposta alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, pediu vista. A análise foi retomada uma hora depois. Ele também tentou incorporar trechos da proposta alternativa à PEC do fim da 6×1, mas a iniciativa foi rejeitada.

Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do PL votaram contra o fim da escala 6×1. O relator Omar Aziz (PSD-AM) questionou Marinho após o senador afirmar que a redução da jornada com manutenção dos salários elevaria os custos.

Texto produzido pela Redação Rota do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5